Um grupo de estudantes do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) desenvolveu uma pulseira inovadora chamada SurdoMusic, que permite que pessoas surdas “ouçam” música através de vibrações. Este projeto garantiu à equipe Albatroid a vitória na categoria de inovação do Western Edge Open, um torneio internacional de tecnologia realizado na Califórnia, Estados Unidos. A competição, que faz parte do First Lego League (FLL), contou com a participação de 81 projetos de todo o mundo, e os brasileiros ficaram entre os quatro melhores.
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Soluções criativas e inclusivas
Os participantes foram desafiados a criar soluções para problemas reais utilizando tecnologia e artes. A pulseira SurdoMusic, conectada via Bluetooth a um celular, transforma sons em vibrações, proporcionando uma experiência musical inclusiva para pessoas surdas. Este dispositivo foi o resultado de seis meses de pesquisa e desenvolvimento, onde os estudantes buscaram entender como transformar a música em uma experiência tátil.
Ana Nascimento, integrante da equipe, expressou sua felicidade e orgulho pela conquista. Ela destacou a importância do reconhecimento internacional e a dificuldade em superar todas as etapas da competição, que incluíram fases regionais, nacionais e internacionais. A vitória não só trouxe um troféu para casa, mas também a certeza de que seu trabalho pode fazer uma diferença significativa na vida das pessoas.
Impacto e reconhecimento
A pulseira SurdoMusic representa uma inovação significativa na inclusão de pessoas surdas no mundo da música. Além de vencer a categoria de inovação, o projeto destacou-se por sua aplicação prática e potencial para melhorar a qualidade de vida dos usuários. A competição avaliou quatro quesitos principais: projeto de inovação, desafio do robô, design do robô e valores fundamentais. A equipe Albatroid conquistou a vaga para a competição internacional após vencer o Torneio Sesi de Robótica FLL Challenge.
A criação de dispositivos como a pulseira SurdoMusic é um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para promover inclusão e acessibilidade, transformando como as pessoas interagem com o mundo ao seu redor. Os estudantes do Sesi-DF mostraram que com criatividade, dedicação e trabalho em equipe, é possível desenvolver soluções inovadoras que atendem às necessidades de diferentes comunidades.