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Milhares nos EUA procuram pronto-socorro com objetos estranhos introduzidos no corpo

Análise revela que objetos inusitados no corpo se tornam uma das principais causas de lesões não intencionais

Anna Shvets/Pexels

Em uma análise surpreendente dos dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), foi descoberto que quase 300 mil adultos americanos procuram o pronto-socorro anualmente devido à presença de "objetos estranhos no corpo". Essa situação curiosa agora ocupa o nono lugar entre as principais causas de lesões não intencionais que levam as pessoas ao hospital, diz o New York Post.

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Objetos no lugar errado

Em 2021, houve 277.922 atendimentos de emergência relacionados a "objetos estranhos no corpo". Esses incidentes variam desde casos bizarros, como espadas de plástico e bastões luminosos nos ouvidos, até situações mais preocupantes, como ímãs e óleo diesel no nariz, facas de carne engolidas e até mesmo chaves de carro e cabos USB presos no pênis de alguns pacientes. Mulheres também foram atendidas para remover objetos como sabonetes e espátulas da vagina.

Um estudo realizado pelo American Journal of Emergency Medicine em julho revelou um dado ainda mais surpreendente: quase 4 mil pessoas são hospitalizadas todos os anos devido à presença de objetos estranhos no reto. Mais da metade desses itens são brinquedos sexuais, incluindo vibradores e contas anais, mas também foram encontrados objetos inusitados como bolinhas de gude e garrafas.

Além do desconforto e constrangimento, esses incidentes têm um custo significativo. De acordo com uma análise dos dados do CDC realizada pelos advogados especializados em ferimentos pessoais da John Foy & Associates, cada um desses incidentes com "objetos estranhos" custa, em média, US$5 mil em despesas hospitalares.

É intrigante notar que, apesar da singularidade desses incidentes, as quedas acidentais continuam sendo a principal causa de lesões não intencionais nos Estados Unidos, representando 5,6 milhões de incidentes anualmente e custando, em média, US$ 8.204 para tratamento. O envenenamento involuntário aparece como o segundo motivo mais comum para visitas ao pronto-socorro.

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