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"Avião de asa única": esperança do futuro que não vingou

Projeto futurista do Lockheed Ring Wing, com uma asa circular única, revolucionaria a aviação

O fascinante conceito de um avião com uma única asa circular gigante, conhecido como Lockheed Ring Wing, tem cativado entusiastas da aviação por anos. Embora tenha sido projetado décadas atrás, sua inovação continua impressionante, reporta The Sun.

O Lockheed Ring Wing foi criado com a finalidade de economizar combustível, proporcionar pousos mais suaves e permitir a aterrissagem em pistas pequenas. Sua aparência futurista o faz parecer uma máquina de outra era, com uma envergadura impressionante de 170 pés e uma asa única que se ergue a 75 pés de altura.

A asa circular do avião se curvava a 27 graus para se conectar à cauda da aeronave, conferindo-lhe uma estética única e funcionalidade excepcional. Projetado para voos comerciais de curta distância em baixas altitudes, o Lockheed Ring Wing podia transportar até 120 passageiros, oferecendo vantagens aerodinâmicas notáveis.

Uma característica marcante era a ausência de extremidades nas asas, devido à sua forma circular, o que permitia gerar mais sustentação. Isso resultava em menor consumo de combustível, carga mais leve e menor sensibilidade a ventos cruzados. Além disso, devido à sua estreiteza em relação aos aviões convencionais, o avião podia utilizar pistas especiais que ocupavam menos espaço.

No entanto, apesar de todos esses benefícios notáveis, o Lockheed Ring Wing nunca realizou seu primeiro voo oficial. A inovação tornou seu desenvolvimento mais complexo e dispendioso, uma vez que os fabricantes nunca tinham construído nada parecido anteriormente.

O sistema potencialmente engenhoso foi prejudicado por um aumento significativo na resistência parasitária causada pela sustentação adicional. Isso basicamente anulava as economias de combustível, tornando-o tão ineficiente quanto os aviões tradicionais.

O conceito inovador foi criado nos anos 1980 pelo engenheiro aeroespacial Rolo Smithers e teve suas raízes nos primeiros conceitos de aeronaves já construídas na França, que apresentavam asas circulares fechadas.

Apesar das primeiras tentativas na França, que contavam com duas grandes asas circulares, o conceito original não se mostrou viável, sendo capaz apenas de realizar pequenos saltos no solo.

Enquanto isso, a busca por inovações na aviação continua. Recentemente, um avião supersônico que promete ser a próxima geração das viagens comerciais foi anunciado. Além disso, a NASA está trabalhando em um avião supersônico movido a hidrogênio que pode ser duas vezes mais rápido que o Concorde, oferecendo a perspectiva de voos de Nova York para Londres em apenas 1,5 hora.

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