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Caso Gritzbach: polícia prende primeiros suspeitos

Dois deles foram libertados após audiência de custódia; delator do PCC e de agentes de segurança foi executado no Aeroporto de Guarulhos

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach - delator do pcc
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach (Instagram/Reprodução)

A polícia prendeu três suspeitos pela morte de Vinicius Gritzbach, apontado como o delator do PCC e de agentes da força de segurança suspeitos de corrupção. O assassinato ocorreu no dia 8 de novembro, quando homens encapuzados acertaram ao menos dez tiros de fuzil na vítima no Aeroporto de Guarulhos. Dois dos presos foram liberados após audiência de custódia no final da manhã deste sábado.

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Marcos Henrique Soares Brito e Allan Pereira Soares foram presos e interrogados na sexta (6). Eles negam envolvimento no crime e dizem que só ficaram sabendo de munição apreendida em seus veículos na delegacia. Ambos foram liberados neste sábado (7), após audiência de custódia.

Policiais militares da Rota foram inicialmente na casa do motorista Allan Pereira Soares, 44. A ação ocorreu na Vila Curuçá, zona leste de São Paulo.

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Em depoimento à polícia, Allan disse que os agentes estavam à procura do seu sobrinho. Ele contou ainda ter ligado para o seu sobrinho Marcos Henrique Soares Brito, 23, estudante de direito. Ele então teria ido de moto ao local, onde também acabou sendo preso.

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Em outra ocorrência na madrugada deste sábado (7), a polícia prendeu Matheus Soares Brito. Ele é irmão de Marcos Henrique e sobrinho de Allan Pereira. Na mesma ação, outras três pessoas foram detidas. Mas acabaram sendo liberadas após depor no DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e liberadas após depoimentos.

Segundo a polícia, Marcos foi o responsável por auxiliar na fuga de um dos envolvidos no assassinato do delator do PCC. Kauê Amaral Coelho, que está foragido, teria sido o responsável por indicar o local no Aeroporto de Guarulhos onde estava o empresário Vinicius Gritzbach antes de ele ter sido assassinado.

A PM disse ter encontrado fuzis e carregadores compatíveis com os usados no assassinato. Segundo os agentes da Rota, o material estaria no carro de Allan e no baú da moto usada por Marcos para ir ao encontro dos agentes.

Suspeitos negaram as acusações em depoimento. Marcos confirmou que os policiais militares vistoriaram sua moto no momento em que chegou ao local, mas negou que tenham encontrado munição. Já Allan disse não ter presenciado o momento em que os agentes alegam ter encontrado munições e carregadores nos veículos.

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