A mulher que invadiu um hospital e atacou um paciente que estava em uma maca com pelo menos 30 facadas, em Quedas do Iguaçu, no Paraná, disse em depoimento que cometeu o crime depois que o homem tentou forçar uma relação sexual. Identificada como Nilaine de Almeida, ela disse que eles eram amigos e, inclusive, iriam dividir o aluguel de um imóvel. Porém, o homem a agarrou e quis obrigá-la a fazer sexo, quando ela reagiu e o atacou. Não satisfeita, depois que ele foi socorrido, ela decidiu ir até a unidade de saúde e o feriu ainda mais.
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“[Tinham] feito um acordo para morar juntos, para dividir o aluguel, mas esse indivíduo, de acordo com a autuada, presa, queria manter com ela relações sexuais, ela não queria. [O homem] queria ver o celular dela, com quem ela estava conversando e em um momento de fúria [ela] teria pego essa faca e desferido diversas facadas nele”, relatou ao G1 o delegado Emanuel Almeida, responsável pelas investigações.
O caso aconteceu na noite da última terça-feira (3), no Hospital Municipal de Quedas do Iguaçu e foi registrado pelas câmeras de segurança. Veja as imagens publicadas pelo portal “Metrópoles” (ATENÇÃO: Cenas fortes):
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As imagens mostra quando a mulher, que vestia uma blusa rosa, entrou no corredor e foi direto até a maca, onde o homem estava após ter sido socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pois tinha sido ferido por ela em outro local.
Logo, a agressora começou a esfaquear a vítima, que tentava se defender, enquanto outras pessoas que estavam no hospital se afastaram, assustadas. A ação durou cerca de um minuto.
O paciente foi socorrido com ferimentos na cabeça, no peito e pescoço e precisou ser transferido para o Hospital Universitário de Cascavel. Apesar das lesões, ele sobreviveu e recebeu alta médica na quarta-feira (5).
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A Polícia Militar foi acionada e prendeu a mulher em flagrante. Ela foi levada para a delegacia da cidade, onde foi indiciada por tentativa de homicídio, e depois teve a prisão convertida em preventiva.
A defesa dela não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem.