O Ministério Público Eleitoral entrou com uma ação contra a candidatura à Prefeitura de São Paulo de Pablo Marçal (PRTB), pedindo a suspensão do registro e a abertura de uma investigação por abuso de poder econômico.
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Representantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Tabata Amaral, pediram a ação argumentando que o ex-coach e empresário utiliza uma “estratégia de cooptação de colaboradores para disseminação de seus conteúdos em redes sociais”.
Caso o pedido seja aceito pela Justiça Eleitoral, Marçal pode ficar inelegível por 8 anos e ter o registrado cassado.
Em nota, a campanha de Pablo Marçal diz:
“Não há financiamento nenhum por trás disso, nem na pré-campanha, nem na campanha. Isso é só uma tentativa desesperada do bloco da esquerda, MDB, PSB, PT e PSOL, de tentar frear quem realmente vai vencer as eleições. Essa manobra só reforça o medo que estão do efeito Marçal, mas eles não vão nos parar!”.
Liminar pedindo suspensão e candidatura de Guilherme Boulos foi negada
Guilherme Boulos (PSOL), também candidato à prefeito de SP, teve o pedido de liminar do Ministério Público Eleitoral, que queria a suspensão do candidato por suposto abuso de poder político e econômico, negada pela Justiça Eleitoral.
Para o juiz que negou a suspensão, o pedido causaria problemas nas eleição, já que o nome de Boulos continuaria nas urnas.
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“A concessão da liminar pleiteada [...] poderá gerar a ausência do nome do candidato na urna eletrônica em razão de que o rito do registro é mais célere que o da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, o que poderá acarretar perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão [...], nulidade das eleições para prefeito e realização de novas eleições”.
Segundo o MP, um evento realizado pelo governo federal em 2023 teria iniciado a candidatura antes da data permitida, com um discurso e estrutura que estaria configurando uma pré-campanha eleitoral.
Em outra parte, a denúncia menciona um evento em maio de 2024 com a presença de
Lula (PT), em que o presidente teria pedido votos a Boulos.
Em nota, a equipe do candidato falou sobre o parecer negativo da Justiça Eleitoral.
“Na decisão, o juiz argumenta que não existem motivos no pedido do MPE – feito na terça-feira da semana passada – para a suspensão do registro e dá prazo de cinco dias para que o promotor faça adequações no pedido. Desse modo, desrespeitar o rito de registro de candidatura previsto na legislação supramencionada violaria o princípio do devido processo legal previsto na Constituição”.
Mesmo com a negativa do pedido de liminar, a Justiça aceitou que o candidato fosse investigado no jurídico eleitoral por suposta prática de abuso de poder político e econômico e gastos ilícitos de recurso, permitindo que o MP siga investigando, mas com uma readaptação do número de testemunhas no processo.
*Com informações de g1.