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Governo dos Estados Unidos se une às críticas de uma lei na Venezuela para controlar ONGs

Apesar da condenação internacional, continuam as detenções arbitrárias de opositores de Nicolás Maduro

Brian A. Nichols se pronuncia contra a nova lei anti-ONG na Venezuela

Começa uma nova semana de agosto de 2024, e a incerteza continua reinando na Venezuela após as eleições presidenciais realizadas em 28 de julho, que determinaram Nicolás Maduro como vencedor, mas que, do lado da oposição e grande parte da comunidade internacional, é denunciada uma fraude eleitoral realizada em cumplicidade pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

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Como é sabido, desde então não cessaram os protestos e manifestações públicas, que infelizmente resultaram em mais de 2.400 detenções arbitrárias e, de acordo com um relatório da ONU, houve uso desproporcional da força e desaparecimentos forçados.

Para contrariar o ataque da oposição, o Parlamento venezuelano aprovou na semana passada uma lei para fiscalizar as ONGs.

Especificamente, a regulamentação conhecida como ‘Lei de fiscalização, regularização, atuação e financiamento de organizações não-governamentais e afins’, estabelece que as ONGs devem esclarecer em seus estatutos ‘como contribuem para o desenvolvimento econômico e social’ e ‘se seu financiamento está previsto para ser feito por fontes estrangeiras’, para o qual devem ‘registrar periodicamente suas fontes de financiamento perante a autoridade competente.

Rejeição dos Estados Unidos

O subsecretário de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Brian Nichols, expressou total repúdio à lei anti-ONG criada na Venezuela e confirmada na quinta-feira, 15 de agosto, pelo presidente da Assembleia Nacional (AN) e uma das pessoas mais influentes do governo de Maduro, Jorge Rodríguez, considerando-a um ataque à sociedade civil.

“É um ataque direto à sociedade civil e à liberdade de associação, mina a democracia e impede a participação cidadã nos espaços cívicos. Esta ação só isolara ainda mais Maduro da comunidade mundial”, detalhou em sua conta X, o diplomata nova-iorquino de 59 anos.

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