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Estupro coletivo: identificados mais três suspeitos por violência contra de menina de 13 anos em SP

Rapaz de 18 anos foi preso por estupro de vulnerável; já outros sete menores foram identificados

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Polícia já identificou oito suspeitos por estupro coletivo contra adolescente de 13 anos, em Praia Grande, no litoral de SP Divulgação (Pixabay)

A Polícia Civil segue investigando um estupro coletivo contra uma menina de 13 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O crime ocorreu enquanto ela foi se encontrar com um “suposto namorado” que teria conhecido pela internet. Até agora, um rapaz de 18 anos foi preso por estupro de vulnerável, além de outros sete menores identificados por participação no ato infracional. Outros dois suspeitos ainda são procurados.

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A garota passou dois dias desaparecida depois de sair para um encontro com o suposto namorado, de 15 anos. A família da jovem foi informada sobre o crime pela mãe de uma colega da adolescente, que recebeu vídeos mostrando a violência cometida contra a menina. Antes disso, os familiares chegaram a registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento.

De acordo com Lyvia Cristina Bonella, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, durante o período de seu desaparecimento, a adolescente foi estuprada por a menos 10 homens em três locais diferentes.

A investigação apontou que o suposto namorado da adolescente teria a convidado para um encontro e encaminhou um mototáxi para buscá-la e levá-la até a Vila Sônia, onde o crime ocorreu. Quando ela chegou no local, foi surpreendida pela presença de outros rapazes.

A garota teria se negado a ter relações sexuais com o namorado e o outro rapaz presente no momento, mas foi ignorada. Na sequência do ato, ela ingeriu bebida alcóolica e outros rapazes apareceram, a levando para outro imóvel e dando sequência à violência. O grupo ainda a moveu para um terceiro local, onde outras três pessoas também abusaram da menina.

Novas imagens obtidas pela polícia ajudaram a identificar mais suspeitos de envolvimento no caso. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) ressaltou que a autoridade policial continua realizando diligências para identificar e prender todos os suspeitos envolvidos, mas não repassou outros detalhes adicionais para não atrapalhar as investigações e por envolver uma menor de idade.

Estupro de vulnerável

De acordo com a delegada, o crime em questão se encaixa como estupro coletivo e estupro de vulnerável, pois por ter 13 anos a menina não tem a capacidade de consentir o ato sexual, e mesmo que o fizesse o caso seria considerado um crime.

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“Quando ela se viu naquele local com vários rapazes, ela não tinha condições de esboçar uma reação ou fuga pela desproporcionalidade numérica. Então, por si só, já caracteriza um estupro de vulnerável”, afirma Lyvia.

Alerta aos pais

Em entrevista à TV Tribuna, a delegada afirmou que os pais precisam se conscientizar sobre a importância de fiscalizar o celular dos filhos.

“Não deixe o adolescente muito tempo sozinho com o celular. Restrinjam o uso do aparelho e de certos aplicativos. A fiscalização e restrição acho essencial”, reforçou a delegada que ainda pediu aos pais que busquem conhecer as pessoas com quem os filhos estão interagindo nas redes sociais.

“Prestar atenção em alguma mudança de comportamento, saber com quem esse adolescente convive, que tipo de amizades tem, estar presente na vida dele”, disse Lyvia.

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