Durante ato realizado no Ceará nesta sexta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendia ampliar investimentos para as diversas regiões do país, mantendo-as igualitárias, e citou a migração da população nordestina como exemplo.
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No evento, o presidente disse que “não quer exportar empregada doméstica e, sim, pessoas importantes”.
“Eu quero nordestino indo para o sul do país de férias, para passear, para estudar, e não para matar a fome ou para trabalhar de servente de pedreiro”, afirmou Lula.
“Eu ficava ofendido quando diziam para mim: ‘Quer contratar empregada doméstica, vai no Nordeste. Quer contratar ajudante de pedreiro barato? Vai para o Nordeste’. É importante dizer agora: ‘O Nordeste está de cabeça erguida, e o Nordeste não quer exportar empregada doméstica, ele quer exportar professor, físico, químico, médico engenheiro, pessoas importantes’”, continuou o chefe do Executivo brasileiro.
O evento em ocorreu as falas de Lula aconteceu em Porto do Pecém, em Caucaia (CE) e marcava a assinatura da sanção do projeto de lei que institui o marco do hidrogênio verde. Ele também assinou um decreto para a criação de um Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para a Transnordestina.
Bolsonaro foi lembrado
Durante o evento, os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Renan Filho (Transportes) fizeram críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que disse em determinado momento que o Nordeste é a “pior em todos os aspectos”.
“Isso é um grande desrespeito ao povo nordestino. Porque se tem um povo aguerrido, um povo trabalhador. Um povo que é parte da solução do Brasil é o povo nordestino. Infelizmente, declarações como essa só fazem denegrir a imagem da nossa gente nordestina”, disse Silvio Costa Filho.
“Como nordestino, me senti desrespeitado. Dizer que o nordeste é pior em todos os aspectos, antes de mais nada, é desconhecer a região”, criticou Renan Filho, que também citou obras que ficaram paradas durante a gestão de Bolsonaro.