As ruas de diferentes estados da Venezuela ficaram agitadas com protestos nesta última segunda-feira em repúdio aos resultados das eleições presidenciais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que declarou Nicolás Maduro como vencedor.
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Desde as primeiras horas, o ‘panelaço’ fez-se sentir em Caracas, a capital do país, e em outras regiões do país, pois bater panelas, frigideiras ou tachos é uma forma de protesto na Venezuela, como símbolo do vazio de seus armários de comida devido às políticas governamentais.

Conforme o dia avançava, os venezuelanos começaram a sair de suas casas na capital do país e bloquearam as principais vias com troncos ou pneus queimados em protesto. Marcharam em diferentes vias em protesto pelos resultados eleitorais.
As imagens dos protestos na Venezuela não demoraram a aparecer nas redes sociais, onde muitos chamaram seus compatriotas para sair às ruas. Conforme a tarde avançava, os protestos contra o governo e contra o CNE se espalharam para outros estados do país.
“E vai cair, e vai cair, este governo vai cair”, foi um dos refrões cantados pelos venezuelanos nos protestos em grande parte do território nacional.
Uma das imagens mais impactantes é a dos cidadãos protestando em frente à Base Libertador da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) no estado de Aragua. Com slogans, pediam aos militares que se posicionassem a favor do povo. O vídeo foi divulgado pela jornalista Sebastiana Barráez em sua conta X @SebastianaB.
Marcha até Miraflores, o palácio presidencial, como protesto contra Nicolás Maduro
Em Caracas, os manifestantes marcharam pela Avenida Urdaneta para chegar ao Palácio de Miraflores ,a sede da Presidência da Venezuela, sendo impedidos por grupos antimotins da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), que dispararam balas de borracha e gás lacrimogêneo para impedir seu avanço até a Residência Presidencial. Jovens e pessoas idosas ficaram feridos pelos agentes.
Às 17:00 da segunda-feira, a ONG Foro Penal Venezolano (FPV) informou sobre 13 prisões arbitrárias neste dia, como parte da jornada pós-eleitoral.