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Pai relata traumas do filho que estava com o avô que foi morto após “voadora”

Segundo o filho do idoso, ele foi informado pelo filho de 11 anos sobre a agressão que levou a morte de seu pai.

Idoso morre após levar uma voadora na frente do neto.
Idoso morre após levar uma voadora na frente do neto. (Reprodução)

Bruno Cesar Torresi, filho do idoso morto após levar uma “voadora” em Santos, no litoral de São Paulo, declarou em entrevista que seu filho de 11 anos está traumatizado após a agressão. Segundo o UOL, era o filho de Bruno que acompanhava o avô no momento em que o idoso foi agredido e veio a falecer.

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Segundo o homem, seu filho (neto do idoso), foi quem entrou em contato com ele para informar sobre a agressão. “Ele viu tudo ali, o avô caído no chão, e me ligou desesperado”, relata.

Conforme a polícia, Cesar Fine Torresi se desentendeu com o motorista Tiago Gomes Souza ao atravessar a rua em meio aos carros. O homem, de 39 anos, teria avançado com o carro na direção do idoso e de seu neto, depois ele desceu do veículo e agrediu Cesar com um chute no peito, que ocasionou a queda e a posterior morte.

Testemunhas disseram que o motorista ainda tentou fugir do local, mas pessoas próximas impediram a fuga e o seguraram até a chegada da polícia. Tiago está preso preventivamente e chegou a participar da reconstituição do momento.

Versões diferentes

Em depoimento à polícia e durante a reconstituição, Tiago negou ter dado uma voadora no peito do idoso. Segundo ele, a agressão foi um chute na altura do quadril e não teve a intenção de provocar a morte da vítima.

No entanto, os laudos periciais desmentem a versão do suspeito. Cesar morreu após bater a cabeça com força devido à queda provocada pelo golpe. Ele teve um traumatismo cranioencefálico seguido por três paradas cardíacas.

Para a delegada Liliane Doretto, mesmo movido pela raiva a atitude de Tiago deixa claro que ele assumiu o risco de matar ao realizar o ato. “Quando ele age da maneira que agiu, mesmo que tomado de raiva, e avança contra uma pessoa para praticar um ato de tamanha selvageria, ele correu o risco de que essa pessoa pudesse morrer”.

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