O idoso de 63 anos, que foi preso suspeito de matar a adolescente Anna Carolina Silva, de 15 anos, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, mentiu para a família da vítima dizendo que ela tinha saído de casa com outro rapaz. Porém, segundo a polícia, ele já a tinha esfaqueado, cortado os seios, uma das pernas e uma das mãos e, por fim, jogado o corpo em um poço. O homem confessou o crime e segue preso.
ANÚNCIO
O delegado Augusto Albernaz, responsável pelas investigações, contou ao site G1 que a família de Anna Carolina denunciou o desaparecimento dela no último dia 28 de maio. Uma tia sabia que a garota estava mantendo um relacionamento com o idoso e, por isso, foi até a casa dele em busca de informações sobre o paradeiro dela.
“Ela foi até a casa dele perguntar por ela e [o suspeito] disse que ela saiu com alguns pertences com outro rapaz e não voltou mais”, relatou o delegado.
No entanto, segundo a investigação, a ex-mulher do idoso soube do namoro dele com Anna Carolina e exigiu que ele mandasse a garota embora. Mesmo já divorciados, o homem a teria obedecido e tentado colocar um fim no relacionamento. Porém, a adolescente teria se recusado, feito ameaças e exigido direito a alguns bens.
Assim, ele aproveitou um momento em que Anna Carolina estaria sob efeito de drogas e dormia em um sofá para atacá-la. A polícia diz que ele a esfaqueou, mutilou e depois jogou em um poço no quintal. Na tentativa de esconder o cadáver, construiu a parte de cima da cisterna.
Corpo em poço
Anna passou 10 dias desaparecida, mas foi achada morta no último dia 6 de junho dentro do poço. O corpo já estava em estado avançado de decomposição, porém, familiares estiveram no local e fizeram o reconhecimento por meio de tatuagens que a garota tinha.
O idoso passou a ser procurado e foi localizado quando seguia para a cidade de Sobradinho, no Distrito Federal. Inicialmente o homem negou o crime, no entanto, acabou confessando ao prestar depoimento.
Ele foi indiciado por homicídio e ocultação de cadáver, mas também poderá responder pelo crime de exploração sexual de menores. Como o nome dele não foi revelado, não foi possível localizar a defesa até a publicação desta reportagem.