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Mães empreendedoras contam como vendas as ajudaram a aliar trabalho e cuidados com os filhos

Mulheres revelam como é possível obter uma renda extra, sem abrir mão da flexibilidade de horários

Elas falam dos desafios para trabalhar e aliar cuidados com os filhos

Neste domingo (14) é celebrado o Dia das Mães, data que merece todas as comemorações possíveis. Muitas mulheres atuam em jornadas duplas de trabalho, outras até triplas, para aliar a garantia do sustento familiar com os cuidados dos filhos, com a casa. Há aquelas que não conseguem mais voltar ao mercado e até são descriminadas após a gestação de uma nova vida, mas algumas encontraram no empreendedorismo a forma de dar a volta por cima.

É o caso de Eliane Bispo, moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ela conta que teve que deixar a carreira de lado depois do nascimento do filho, que tinha alguns problemas de saúde e demandava uma atenção especial. Ela tinha planos de voltar às atividades quando o menino completasse dois anos, mas isso não foi possível.

“Ele possui várias alergias, então em seus primeiros anos ele sempre estava doente e, por isso, eu precisava ir com frequência ao pronto-socorro. Até tentei voltar a trabalhar fora de casa, mas não deu certo, pois estava sempre muito cansada e não conseguia conciliar todas as responsabilidades”, revelou.

Assim, Eliane passou a buscar uma forma de conseguir trabalhar, sem deixar de ter tempo para os cuidados com o filho. E foi aí que ela decidiu empreender e se tornou uma representante da Avon, atividade que já desenvolve há 13 anos.

“Decidi me tornar uma representante para ter uma renda extra. Porém, quando meu filho nasceu, parei de trabalhar fora para poder acompanhar seus primeiros passos e fiquei apenas com as vendas”, conta ela, que ressalta: “É a minha maior fonte de renda atualmente. Percebi que a revenda me deixa mais confortável, pois não preciso dar explicações para ninguém”.

Mas os benefícios das vendas por relacionamento foram além do que apenas a financeira na vida de Eliane. “Desde que comecei a empreender, passei a acreditar mais em mim. Eu era muito tímida e, com o tempo, perdi o medo e a vergonha e aprendi a falar melhor. Aprendi muito trabalhando com pessoas, desde a forma de abordar os clientes, até onde você está errando”, relata ela.

A mesma mudança de vida foi sentida por Leila Friolando, que mora em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ela também passou a trabalhar com venda de produtos de beleza depois que o primeiro filho nasceu.

“Trabalho há vinte anos como representante. Comecei nessa atividade quando tive meu primeiro filho. Não podia contar com o pai dele e não tinha uma renda na época. Foi a forma que encontrei de trabalhar em casa e conquistar minha independência. Tudo o que tenho na minha vida hoje tem um pouco de Avon”, relata ela.

Atualmente, Leila também atua como produtora de conteúdo e aproveita para divulgar os produtos que revende por meio do seu canal no YouTube e redes sociais. “O primeiro vídeo que postei que teve muitas visualizações foi sobre a Avon. A partir daí, vi que era um nicho legal para trabalhar. Aproveito para compartilhar o link da minha loja virtual no Avon Conecta e envio o link da revista digital da marca através do Whatsapp para minhas clientes. É uma boa forma de divulgar”, afirma.

Segundo ela, a atividade a ajudou muito pelo fato de permitir uma flexibilidade de horários. “Acho muito importante ter a própria renda, independente se é muito ou se não há necessidade. Você fica muito refém do acaso quando depende de outras pessoas”, ressaltou.

Desafios da maternidade x trabalho

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que somente 54,6% das mulheres com filhos pequenos conseguem conciliar maternidade e trabalho – no caso dos homens, esse número chega a 89,2%.

Essa realidade também refletiu em um estudo sobre Equidade de Gênero produzido pela Avon Global, neste ano, identificou que 63% das brasileiras acreditam que homens são mais favorecidos em termos de flexibilidade para equilibrar profissão, parentalidade e responsabilidades domésticas.

Além disso, uma pesquisa realizada pela Ticket, em 2022, aponta que 52% das mães já sofreram discriminação no emprego por terem filhos, enquanto apenas 15% dos pais relataram o mesmo.

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