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Número de bolsonaristas presos em Brasília em atos antidemocráticos chega a 300, diz Polícia Civil

Criminosos invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada e a sede do STF

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

A Polícia Civil do Distrito Federal informou, na noite de domingo (8), que 300 bolsonaristas suspeitos de participar dos atos terroristas que resultaram na depredação do Congresso Nacional, do Palácio da Alvorada e do Supremo Tribunal Federal (STF), foram presos. Mais cedo, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), chegou a dizer que eram 400 detidos, mas o número não foi confirmado oficialmente. O político, inclusive, foi afastado do cargo por 90 dias por suspeita de omissão.

Os bolsonaristas que praticaram atos antidemocráticos começaram a chegar na capital federal na manhã de sábado (7) e se alojaram em acampamento em frente ao quartel do Exército. Na manhã de domingo (8), eles saíram em caminhada pelas ruas de Brasília até chegarem a Esplanada dos Ministérios. Lá, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada e a sede do STF e destruíram todas as instalações.

Segundo a Polícia Civil, os presos foram levados para a sede da corporação, onde prestam depoimento. “Estão sendo identificados e ouvidos nos autos do inquérito que investiga todos os atos criminosos ocorridos na Esplanada dos Ministérios”, informou, em nota.

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Ainda segundo a corporação, os bolsonaristas foram presos em flagrante por “tentar depor, por meio de ato de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Neste tipo de crime, a pena varia entre 4 e 12 anos de prisão.

Ato ocorreu no domingo

Identificação dos terroristas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na madrugada desta segunda-feira (9) que uma investigação rastreie quem são os bolsonaristas que participaram dos atos em Brasília.

Para isso, a Polícia Federal vai analisar listas de hóspedes em hotéis e pousadas de Brasília, buscar imagens de câmeras de segurança e dados de geolocalização dos golpistas, além de mapear os donos, passageiros e financiadores dos ônibus que levaram os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a Brasília.

Além disso, o ministro também determinou que sejam colhidos em 48 horas os depoimentos de proprietários de 87 ônibus que levaram os bolsonaristas até a capital federal. Todos os veículos, que seguem estacionados perto da Granja do Torto, serão apreendidos. Moraes quer que os depoentes apresentem contratos, nomes de financiadores do transporte e a relação de todos os passageiros de cada veículo.

A decisão determinou, ainda, que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informe os registros de todos os veículos que ingressaram no DF entre a última quinta-feira (5) e o domingo.

Por fim, Moraes pediu que as empresas de telecomunicações armazenem por três meses os “registros de conexão suficientes para a definição ou identificação de geolocalização dos usuários”, além de solicitar que as plataformas como Instagram, Twitter, Facebook e Tik Tok removam conteúdos que promovam atos antidemocráticos e a suspensão imediata da monetização dessas contas. O ministro listou 17 perfis de bolsonaristas que incitaram os atos.

Intervenção federal

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou ainda no domingo um decreto que prevê a intervenção na área de segurança pública do Governo do Distrito Federal. Segundo a medida, o prazo da intervenção vai até 31 de janeiro de 2023.

“Essa intervenção está limitada à área de segurança pública, com o objetivo de conter o grave comprometimento da ordem pública no DF, marcado pela violência contra prédios públicos”, disse Lula, que estava em viagem a Araraquara (SP).

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