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Doria contraria Anvisa e diz que manterá intervalo de 4 meses para dose de reforço em SP

Agência recomendou à prefeitura de SP, que também adotou medida, rever a decisão

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse neste sábado (4) que manterá a redução de 5 para 4 meses no intervalo para aplicação dos imunizantes contra a covid-19 no estado. A medida contraria uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que afirma que não há evidências de benefícios dessa antecipação.

A declaração do governador paulista ocorreu durante entrevista coletiva em Nova York, nos Estados Unidos, onde ele participa de reuniões de negócios e inaugurou o escritório comercial do Estado de São Paulo para a América do Norte.

“São Paulo vai seguir a orientação do seu Comitê Científico. A Anvisa não tem o poder de determinar, proibir decisões estaduais”, destacou Doria.

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A redução do intervalo para aplicação da dose de reforço dos imunizantes foi anunciada pelo governo de São Paulo na última quinta-feira (2). Segundo a pasta, a medida é uma recomendação do Comitê Científico do Estado, em meio às confirmações de casos da variante ômicron da covid-19 no país.

A mudança vale para quem tomou duas doses dos imunizantes do CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. O governo diz que cerca de 10 milhões de pessoas que se vacinaram nos meses de julho e agosto serão beneficiadas.

Aqueles que tomaram o imunizante de dose única da Janssen poderão receber a dose adicional do mesmo imunizante com intervalo a partir de 2 meses. No entanto, como não há estoque da vacina no estado, é possível ser administrada uma dose adicional da Pfizer.

Depois do governo, a Prefeitura de São Paulo também adotou a medida e, desde quinta-feira, reduziu o intervalo para a dose de reforço de 5 para 4 meses.

E foi em resposta a um ofício enviado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo que a Anvisa recomendou que a prefeitura reavalie a decisão de redução do intervalo, dizendo que não há comprovação de que os benefícios superem os riscos desconhecidos de aplicação diferente do que consta na bula dos imunizantes.

“No momento, não sabemos se os benefícios superam os riscos para o uso de reforço no intervalo de 4 meses para todos os adultos com 18 anos ou mais, independente da vacina ofertada e do esquema vacinal primário. Alertamos que a redução generalizada do intervalo para a aplicação da dose de reforço das diferentes vacinas contra a Covid-19 pode favorecer o aumento e o aparecimento de reações adversas desconhecidas”, destacou a Anvisa, em nota.

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