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Saiba quem está no grupo de alto grau de imunossupressão e pode receber dose adicional contra covid-19 em SP

Pessoas que se enquadram neste público devem procurar os postos de saúde 28 dias após concluírem esquema vacinal.

Imagem ilustrativa Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

A Prefeitura de São Paulo começou a aplicar na segunda-feira (4) a dose adicional da vacina contra covid-19 para idosos com mais de 60 anos, profissionais de saúde e imunossuprimidos. Neste último grupo, se enquadram pessoas maiores de 18 anos com alto grau de imunossupressão, ou seja, aqueles que estão com o sistema imunológico debilitado por uso de medicamentos ou por causa de alguma doença crônica ou congênita devem receber um reforço vacinal.

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O sistema imunológico é responsável por proteger o nosso corpo, criando mecanismos de defesa para agentes estranhos como vírus e bactérias. No caso de indivíduos imunossuprimidos, a proteção fica deficiente. As pessoas são mais vulneráveis a infecções e respondem menos a qualquer tipo de vacina.

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Algumas pessoas possuem imunodeficiências primárias, por terem nascido com uma doença congênita devido a uma má formação genética. Há também casos de imunodeficiências secundárias, em pacientes com HIV ou tratamento de câncer. Até mesmo o uso de medicamentos para doenças autoimunes também pode danificar as defesas do organismo.

Por terem um sistema imunológico mais comprometido, as pessoas desse grupo têm uma resposta imune mais baixa para as vacinas do que pessoas saudáveis. Mesmo assim, a prefeitura ressalta que é extremamente importante que elas recebam o imunizante. Esses pacientes correm o risco de contrair o coronavírus e evoluírem para um caso grave.

A recomendação do intervalo para a dose de reforço dos imunossuprimidos deverá ser de 28 dias após a última dose do esquema básico, seja de duas doses ou dose única.

Veja quem são as pessoas com alto grau de imunossupressão:

  • Portadores de imunodeficiência primária grave;
  • Em tratamento de quimioterapia para câncer;
  • Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) em uso de drogas imunossupressoras;
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids;
  • Usam corticoides em doses acima de 20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por mais de 14 dias;
  • Fazem uso drogas modificadoras da resposta imune;
  • Pacientes em terapia renal substitutiva (hemodiálise);
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas (reumatológicas, auto inflamatórias, intestinais inflamatórias).

Documentos necessários

Quem pode receber a dose adicional do imunizante deve apresentar documento de identificação, comprovante de vacinação anticovid físico ou digital, além de comprovante de endereço do município se as doses anteriores não foram realizadas na capital.

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No caso dos profissionais de saúde, é necessário apresentar comprovante de vínculo empregatício em serviço de saúde do município de São Paulo ou documento do conselho de classe. Também é possível levar comprovantes de profissão, certificado ou diploma. Já os imunossuprimidos devem apresentar documentação que comprove a situação de saúde.

Antes de se deslocar até o posto de vacinação, é indicado consultar o site De Olho na Fila para checar a movimentação de pessoas nas unidades e evitar aglomerações.

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