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/ SÃO PAULO, SP - 04.06.2021: MOVIMENTO EM SHOPPING DE SP - Movimento em shopping nesta sexta-feira (04) em São Paulo, economia teve avanço de 1,2% nos 3 primeiros meses do ano. (Foto: Cesar Conventi /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 2075463 / SÃO PAULO, SP - 04.06.2021: MOVIMENTO EM SHOPPING DE SP - Movimento em shopping nesta sexta-feira (04) em São Paulo, economia teve avanço de 1,2% nos 3 primeiros meses do ano. (Foto: Cesar Conventi /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 2075463
Foco 08/07/2021

SP abre a mesa e estica a saideira

Por : André Vieira - Metro

Os comércios e serviços de todo o estado vão ganhar mais tempo para funcionar e também permissão para receber mais clientes já a partir de amanhã, no feriado de 9 de Julho, em que se comemora a Revolução Constitucionalista de 1932.

O governo autorizou ontem que o limite de atendimento passe de 40% para até 60% da capacidade de público e que o fim do expediente suba das 21h para as 23h.

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As novas regras valem para todas as atividades liberadas, como comércios, shoppings, academias, cinemas e salões de beleza. 

Nos bares e restaurantes, a orientação é para que recebam clientes e pedidos só até as 22h – para não atrasar o encerramento às 23h.

Essa flexibilização da quarentena já era esperada pelos setores desde maio, mas foi sucessivamente adiada pelo governo em função da alta dos números da pandemia – o que não se repetiu dessa vez.

Segundo a secretaria da Saúde, na última semana, houve redução dos três principais índices da covid-19, com queda de 20,6% no número de novos casos, de 11,4% nas internações e de 10,6% nas mortes. A taxa de ocupação dos leitos de UTI, que era de 82,1% há um mês, hoje está em 70,2%.

“Essa é a maior desaceleração da pandemia nas taxas de internação desde o começo do ano. Por isso, podemos dar esse próximo passo de retomada segura”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

Estado pode reduzir intervalo entre doses

A chegada da variante delta e a necessidade de ampliar o público com imunização completa podem fazer o governo autorizar a redução do intervalo entre a aplicação das doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca.

O tempo recomendado hoje entre a primeira e a segunda injeção é de 90 dias. Uma possibilidade é de encurtar esse prazo para 60 dias, o que já vem sendo adotado por algumas cidades.

O assunto será debatido na reunião de hoje do PEI (Programa Estadual de Imunização).  “Temos uma variante que já é autóctone, ou seja, está circulando no nosso meio, e temos que ter uma atenção especial”, disse o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, sobre a cepa indiana, detectada nesta semana na capital.

A redução do intervalo, por outro lado, pode atrasar a vacinação dos mais jovens, além de exigir a garantia de reposição dos estoques. “Por mais que essa decisão aconteça, operacionalmente terá entraves”, afirmou Gorinchteyn.