Novos dados e pressão derrubam fase vermelha do Plano São Paulo

Por André Vieira - Metro

O governo de São Paulo suspendeu a decisão que colocava todo estado na etapa mais restritiva da quarentena e que impedia o funcionamento dos serviços não essenciais nos fins de semana.

A medida, que fazia valer a fase 1-vermelha em todo o território, havia sido determinada em 25 de janeiro e deveria vigorar até este domingo, mas foi revogada ontem.

Com isso, na Grande São Paulo e em outras 10 regiões que estão na fase 2-laranja, os shoppings, comércios, academias, salões de beleza, cinemas e restaurantes voltam a ser autorizados a funcionar nos fins de semana e feriados e já podem reabrir a partir deste sábado.

A regra também determinava a entrada na fase 1-vermelha nos dias úteis, entre 20h e 6h, mas não tinha efeito prático porque a fase 2-laranja já não permite que estes serviços operem após as 20h – o que segue valendo. Mesmo com a liberação, os bares continuam impedidos de atender clientes presencialmente, em qualquer dia.

Pressão e internação

O governador João Doria (PSDB)  justificou ontem que a suspensão foi possível em função da redução em 11% no número de hospitalizações provocadas covid-19.

“Tivemos, felizmente, queda em internações em todo o estado de São Paulo, tanto em leitos primários quanto em leitos de terapia intensiva, o que nos permite suspender a decisão.”

O centro de contingência, que assessora o governo nas questões da pandemia, e que até anteontem se mostrava contra a liberação, disse ontem concordar. “Mas eu chamo atenção para a gravidade da situação. Estamos em momento de estabilização e de início da redução da transmissão, mas ainda em patamar muito alto”, disse o coordenador do grupo, o epidemiologista Paulo Menezes.

A suspensão da decisão também vem na esteira das mobilizações realizadas pelos setores afetados e que levaram proprietários e funcionários às ruas da capital e de outras cidades em protestos contra as restrições. Como forma de auxílio, o governo anunciou ontem um pacote com medidas para o comércio.

Carnaval pode ter restrições

O estado já adiantou que não dará ponto facultativo no Carnaval, mas não descartou criar restrições pontuais de circulação ou no comércio a fim de evitar aglomerações. “Haverá reclassificação das regiões e é possível que, mesmo assim, seja acrescida alguma recomendação adicional ao período”, disse o coordenador-executivo do centro de contingência, João Gabbardo.

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