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Polícia usa sistema de reconhecimento facial no carnaval de São Paulo

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo vai usar, pela primeira vez no Carnaval paulistano, tecnologia de reconhecimento facial para identificar foragidos e pessoas desaparecidas. Desta vez, o sistema vai funcionar também em tempo real, com dezenas de câmeras espalhadas pela cidade identificando automaticamente essas pessoas no banco de dados da polícia, composto por mais de 32 milhões de faces.

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O sistema de reconhecimento facial já existia, mas a identificação era feita de forma estática, por uma imagem que só depois era confrontada com o banco de dados. A partir de agora, isso se torna dinâmico, sendo feito em tempo real, automaticamente. O sistema capta as imagens e já as identifica imediatamente com o banco de dados.

Por motivo de segurança, a Polícia Civil não informou quantas câmeras estarão interligadas ao sistema, funcionando de forma online, e também não informou em quais locais exatos elas estarão posicionadas. Disse apenas que são dezenas e que haverá câmeras já trabalhando hoje (21), no Sambódromo. Também haverá o uso de drones em diversas partes da cidade monitorando o que está ocorrendo nos blocos.

Segundo Caetano Paulo Filho, diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo, o reconhecimento facial funciona bem, mas pode apresentar falhas. Por isso, o trabalho será desenvolvido em conjunto: além do trabalho na sala de situação que vai monitorar as câmeras, haverá policiais trabalhando nas ruas e em um laboratório biométrico. “Toda tecnologia pode ocasionar uma falha. Mas vamos trabalhar em conjunto com todos os agentes que estão in loco, no trabalho na rua. E aqui [na sala de situação) vamos estar recebendo as imagens e fazendo a confrontação na base. Vamos tentar diminuir ao mínimo possível a chance de alguma falha”, disse ele, em entrevista coletiva hoje.

Para garantir a privacidade das pessoas, ele informou que as fotos armazenadas no sistema serão identificadas por números. “A retaguarda aqui, no sistema de controle e no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), é que fará a identificação efetivamente daquela pessoa que foi reconhecida por sua face”, explicou.

A intenção, disse o diretor, é usar esse sistema em diversos outros eventos e situações onde houver aglomerado de pessoais, tais como bailes funk e manifestações. “Em qualquer evento em que se venha a transcorrer contra a legalidade, nós vamos agir. Se alguém cometer algum ilícito que venha a comprometer a ordem pública, a polícia tem que agir”, disse Paulo Filho.

Além do apoio criminal, destacou o coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, secretário municipal de Segurança Urbana, o sistema irá ajudar, inclusive, no aspecto social. “A pessoa que estiver sem documento ou perdida ou que bebeu demais [em um bloco carnavalesco], será possível identificá-la por uma foto”, explicou.

O governo de São Paulo estima que mais de 15 milhões de pessoas estarão participando do Carnaval na capital. Esse número representa um aumento de 25% em comparação ao ano passado. Além dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo, que inicia hoje (21), 600 blocos devem passar pelas ruas da capital durante o Carnaval.

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