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Bolsonaro tem liderança numérica, mas Haddad reduz diferença e leva disputa a empate técnico, aponta CNT/MDA

Rafaela Frutuoso/Diário Regional Digital JF/Folhapress (Bolsonaro) e Alice Vergueiro/Folhapress (Haddad)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, mantém a liderança numérica da corrida presidencial, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada neste domingo, com 28,2 por cento das intenções de voto, mas já em empate técnico com o presidenciável petista Fernando Haddad, que saltou para 25,2 por cento.

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Sondagem do instituto divulgada no dia 17 de setembro apontava Bolsonaro com os mesmos 28,2 por cento, enquanto Haddad registrava 17,6 por cento. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na madrugada deste domingo apresenta ainda o candidato pelo PDT, Ciro Gomes, com 9,4 por cento, ante 10,8 por cento no levantamento anterior, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), com 7,3 por cento, ante 6,1 por cento. Marina Silva, da Rede, que aparecia com 4,1 por cento na última pesquisa, registrou 2,6 por cento na nova sondagem.

Os votos brancos e nulos somaram 11,7 por cento, ante 13,4 por cento, e os indecisos ficaram em 8,3 por cento, em comparação aos 12,3 por cento anteriores.

SEGUNDO TURNO

Nas simulações de segundo turno, Haddad venceria Bolsonaro, caso a eleição fosse hoje, com 42,7 por cento das intenções de voto contra 37,3 por cento. No levantamento anterior, o presidenciável do PSL tinha vantagem numérica, de 39,0 a 35,7 por cento, configurando empate técnico.

Bolsonaro também perde para Ciro, por 42,7 a 35,3 por cento. Quando o adversário do candidato do PSL é Alckmin, Bolsonaro fica numericamente à frente, por 37,0 a 33,6 por cento, em empate técnico.

Bolsonaro e Haddad são os candidatos que contam com as intenções de voto mais decididas: 82,5 por cento dos entrevistados disseram considerar definitiva sua decisão de votar no presidenciável do PSL, enquanto 82,8 por cento declararam a decisão de votar no petista como definitiva.

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Bolsonaro também registrou um aumento em seus índices de rejeição: 55,7 por cento responderam que não votariam no candidato “de jeito nenhum” —no levantamento anterior, essa parcela correspondia a 51,0 por cento.

Protestos convocados por mulheres, que reuniram milhares de pessoas nas ruas de várias cidades brasileiras contra o candidato do PSL, marcaram o sábado, dia em que o presidenciável recebeu alta hospitalar após atentado a faca no início do mês.

A rejeição a Haddad oscilou para cima, indo a 48,3 por cento, ante 47,1 por cento.

A pesquisa divulgada neste domingo foi a campo entre quinta e sexta-feira, entrevistou 2.002 pessoas em 137 municípios.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, com campo de entrevistas muito próximo —de quarta a sexta— mostrou Bolsonaro com 28 por cento de intenções de voto e Haddad com 22 por cento.

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