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Prefeito de São Gonçalo é preso por suspeita de fraude de R$ 40 milhões

Mala com R$ 267 mil foi apreendida na casa dos pais do ex-prefeito | Divulgação MP-RJ

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O ex-prefeito de São Gonçalo, na Região Metropolitana, Neilton Mulim (PR-RJ), foi preso nesta quinta-feira, durante operação do Ministério Público (MP-RJ), que investiga o prejuízo de mais de R$ 40 milhões em um contrato da prefeitura com uma empresa prestadora de serviços de iluminação.

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Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Mulim é acusado de chefiar um grupo suspeito de realizar fraude em uma licitação para iluminação pública em 2012. Outras 10 pessoas tiveram mandado de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

A ação foi batizada de “Operação Apagão”. Mulim foi preso e levado para a 82ª DP (Maricá). Na casa dos pais do ex-prefeito, o MP apreendeu uma mala com R$ 267 mil em dinheiro.

O contrato em questão foi  firmado entre o município de São Gonçalo e a empresa Compillar Entretenimento, que previa a modernização do serviço no valor de R$ 15,5 milhões por ano, contra os R$ 5,8 milhões que eram pagos até então. A mudança elevou o custo da prefeitura em mais de 200%. E o pior: o projeto não foi executado.

Ainda assim, o serviço foi renovado por mais dois anos e os pagamentos feitos até agosto de 2016, quando terminou o mandato de Mulim.

Além dessas irregularidades, o projeto foi superfaturado, já que previa a compra de 70 mil lâmpadas, sendo que o município tem 65 mil pontos de iluminação. Só esse esquema já representava um superfaturamento de R$ 6 milhões por ano. Além de Mulim, foram denunciados, por organização criminosa, o ex-secretário municipal de Urbanismo e Infraestrutura de São Gonçalo, Francisco José Rangel de Moraes; o ex-servidor comissionado, Davi Luz Fonseca; os servidores Wellington de Sant’anna Souza, Marco Antônio Monteiro Garcia, Marcelo Ferreira Neves e Fagner Mota Chaves, assim como os representantes da Compillar.

A investigação mostrou que o grupo também criava empresas falsas para participar de licitações. Os acusados abordavam prefeitos para tentar firmar contratos em pregões direcionados. Outras prefeituras também estão sendo investigadas.  

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