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Bebê raptado em Brasília volta ao colo da mãe; acusada fingiu gravidez

matheus oliveira/agência saúde

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A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira de manhã, no Guará II, a desempregada Gesianna de Oliveira Alencar, 26, que estava com o bebê levado do Hran (Hospital Regional da Asa Norte) no fim da manhã de terça-feira. Segundo a DRS (Divisão de Repressão a Sequestros), a mulher planejou o crime: à família, fingiu estar grávida por meses.

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O recém-nascido, então com 12 dias de vida, foi levado de um quarto da maternidade do hospital após a mãe se ausentar por alguns minutos. Conforme a apuração da polícia, Gesianna deixou o hospital com a criança dentro de uma bolsa.

Logo após o sumiço do bebê, a direção do Hran havia informado que se tratava de uma menina, mas alterou a informação ontem alegando que a imprensa “fez confusão”. Ele foi entregue de volta à mãe às 11h de ontem. O menino perdeu 470 gramas enquanto esteve longe.

Nome falso

Conforme a polícia, na sexta-feira passada Gesianna de Oliveira esteve na maternidade do hospital para “sondar” a área. Na terça-feira, dia do crime, chegou no local às 7h e se identificou como visitante na portaria, usando um nome falso. Ela ficou circulando pela maternidade até o momento em que a oportunidade de levar o bebê apareceu, cerca de quatro horas depois.

A polícia conseguiu identificar a mulher após o depoimento de uma funcionária e duas mães que estavam no local, que não viram a suspeita sair com a criança, mas estranharam a presença constante. “Uma inconsistência” na identificação falsa dada por Gesianna na portaria foi crucial para encontrá-la. Os policiais, porém, optaram por não divulgar qual foi o erro cometido pela sequestradora.

A família de Gesianna, procurada pela polícia, ajudou totalmente nas investigações. Todos se mostraram chocados: a jovem usava barriga falsa e chegou a fazer um chá de bebê. Para sustentar a mentira, também evitava o contato físico com o marido, com quem não tinha relações sexuais há seis meses. “Ela fazia de tudo para que os horários das supostas consultas do pré-natal fossem no mesmo horário em que o pai trabalhava”, explicou o diretor-adjunto da DRS, Paulo Renato Fayão.

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No dia planejado para o crime, Gesianna deixou sua casa afirmando que estava sentindo contrações e iria a um posto de saúde. Mais tarde, enviou mensagens ao marido afirmando que o bebê havia nascido – já com fotos do bebê raptado. “Pelas mensagens, percebemos que o pai a todo momento demonstrava interesse em prestar assistência, mas ela dizia que ele não poderia ir”, conta o delegado.

Presa em flagrante, Gesianna responderá por subtração de incapaz. A pena pode ir de dois a seis anos de prisão. Ela também passará por avaliação psiquiátrica.

No hospital…

O diretor do Hran, José Adorno, disse “estar muito feliz” com o desfecho da história. “Aprenderemos com esse vento. Faremos modificações no protocolo de alta e na conduta dos servidores”, prometeu.

Memória

A última vez em que a DRS atuou em um caso parecido foi em 2008, quando uma criança foi roubada do Hospital Regional do Gama. Na ocasião, o bebê foi achado seis horas depois.

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