Brasil

Ato pacífico contra Temer em São Paulo termina em tumulto

Depois de cinco dias de confrontos consecutivos, parecia que os grupos contrários ao governo do presidente, Michel Temer (PMDB), e a Polícia Militar resistiram à nova manifestação sem brigar nas ruas de São Paulo. Parecia. Após quatro horas de protesto pacífico, houve conflito no momento da dispersão do ato, que reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo os organizadores. A PM não divulgou números.

Acompanhado pelas forças de segurança, o protesto começou na avenida Paulista, às 16h30, e seguiu sem confusões pela avenida Rebouças até o largo da Batata, quando foi encerrado, às 20h30.

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Poucos minutos depois, a paz foi quebrada por tumulto que somou bombas de gás lançadas pela polícia – que disse que precisou conter vândalos – e correria por parte dos manifestantes.

Os conflitos têm sido comuns desde semana passada. Entre segunda e sexta-feira, os protestos terminaram com vandalismo, incêndio, prisões e excesso de força policial.

Enquanto a normalidade imperou, o que se viu foi predomínio da cor vermelha das faixas, bandeiras e camisetas, que pediam a saída do presidente e a convocação de novas eleições diretas.

A declaração de Temer, que disse na China que os protestos no Brasil vinham de “40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso” foi ironizada nas ruas.

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