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Governo de São Paulo faz alerta contra uso excessivo de Tamiflu

O alerta provocado pelo aumento fora de época de casos de gripe no Estado de São Paulo trouxe um problema adicional: a disparada do uso de Tamiflu –nome comercial do Oseltamivir. A ponto de a Secretaria de Estado da Saúde emitir alerta aos médicos sobre a distribuição indiscriminada do medicamento, sob risco de criar vírus mais resistentes à droga .

Para ter uma ideia, só nos três primeiros meses deste ano e só na capital, foram consumidas mais unidades do remédio do que durante o ano de 2009 inteiro, quando houve a pandemia de H1N1 (veja quadro).

O medicamento é recomendado só para grupos de risco – gestantes, idosos, crianças menores de cinco anos, pessoas com doenças crônicas e populações indígenas – ou para indivíduos que já apresentem  complicações de saúde.

O uso indevido pode levar o vírus a desenvolver resistência ao medicamento. “Já existe uma mutação do vírus resistente. Com o uso excessivo do remédio ao longo dos anos, ele pode se tornar uma maioria”, alertou Carolina Lázari, infectologista do Fleury.

Há também chances de o usuário desenvolver efeitos colaterais do remédio, como vômito e diarreia. “Para a população que não corre risco, não é necessário o uso de Tamiflu”, disse Carolina.

A secretaria ainda alertou que a prescrição sem critérios leva ao desabastecimento e pode fazer com que pacientes com a real necessidade fiquem sem o medicamento.

 

SP tem 91 mortes por H1N1
Até o dia 12 de abril, o Estado de São Paulo havia registrado 886 casos e 96 mortes de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Do total, 715 casos e 91 óbitos foram relacionados ao sub-tipo A H1N1. O curto intervalo de menos de quatro meses em 2016 já supera o ano passado inteiro. Em 2015, houve 342 casos e 65 óbitos de SRAG no Estado. Entre o total de mortes, nenhuma foi causada pelo vírus A H1H1.

 

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