Brasil

Cerveró confirma indicação à BR Distribuidora por ‘gratidão’ de Lula

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró afirmou neste domingo ao juiz Sérgio Moro que foi indicado à diretoria financeira da BR Distribuidora, em 2008, em retribuição por “serviços prestados” ao PT, o que já havia dito em delação.

Cerveró diz ter sido indicado por ter negociado, dois anos antes, o contrato de operação do navio-sonda Vitoria 10000 dado à Schahin como forma de pagar uma dívida do PT com a empreiteira.

Cerveró foi diretor da área internacional da Petrobras de janeiro de 2003 a março de 2008, mas saiu do cargo, segundo ele, “por exigência da bancada do PMDB da Câmara” ao ex-presidente Lula.

Lula, segundo essa versão, disse que Cerveró “não poderia ficar no sereno”, e deu o aval para que a presidente Dilma, então ministra, definisse a indicação em reunião com o ex-diretor da Petrobras Sérgio Gabrielli e o ex-presidente da BR Distribuidora José Eduardo Dutra, morto no ano passado.

O Instituto Lula reafirmou, em nota, que “não teve relação pessoal com o delator, muito menos o sentimento de gratidão” atribuído a ele.

‘Persistentes’

Cerveró narrou um acordo entre ele e Gabrielli. Logo após as eleições 2006, o PMDB pediu a Cerveró de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões para quitar dívidas de campanha. Destacou que o ex-ministro Silas Rondeau o estava “atazanando”, e que o partido era persistente.

Gabrielli, então, disse que “resolveria o problema do PMDB”, e ele, Cerveró, deveria resolver o do PT, ou seja, o contrato da Schahin. Gabrielli nega as denúncias.

Também depôs neste domingo o lobista Fernando ‘Baiano’, que participou do esquema e já havia feito delação.

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