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Mulher de marqueteiro do PT tentará fazer acordo de delação

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A empresária Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro do PT João Santana, tentará um acordo de delação premiada com a Lava Jato.

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Mônica e Santana vinham sendo defendidos pelo mesmo advogado, mas ela trocou de defensor e deve iniciar as negociações com o MPF (Ministério Público Federal).

O casal foi preso em 22 de fevereiro na 23ª fase da Lava Jato, a Operação Acarajé, investigados pela suspeita sobre US$ 7,5 milhões recebidos no exterior, parte da empreiteira Odebrecht e parte do lobista Zwi Skornicki, que também está detido.

A prisão do casal era temporária, mas foi convertida em preventiva (sem prazo para soltura) após a PF descobrir uma planilha indicando R$ 4 milhões pagos de um total de R$ 24 milhões devidos a ‘Feira’, apelido usado para se referir ao casal.

A planilha estava com Maria Lúcia Tavares, funcionária da Odebrecht que era responsável por pagar os ‘acarajés’, segundo a investigação. Ela também estaria buscando fazer delação.

O advogado Juliano Prestes, chamado para a defesa de Mônica, não confirma que haja intenção de acordo.

Na versão inicial que deu à PF, Mônica disse que o dinheiro recebido no exterior era pagamento por campanhas eleitorais na Venezuela e em Angola, mas não esclareceu porque a Odebrecht e Skornicki quitaram estas dívidas.

Funcionária solta
O juiz Sérgio Moro soltou ontem Angela Palmeira Ferreira, funcionária da Odebrecht que estava presa desde a última sexta. Ela foi detida durante um desdobramento da Lava Jato deflagrado na Bahia, devido a descobertas durante as buscas e apreensões na empreiteira. Angela é apontada como conhecedora da rede de pagamentos de ‘acarajés’ por parte da Odebrecht, mas Moro considerou que a prisão preventiva é desproporcional.

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