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Futebol modesto e empate

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A estratégia gremista ficou comprometida com um gol aos 3 minutos. O Grêmio reagiu e ficou próximo de empatar em duas oportunidades. E embora o setor de armação estivesse apagado, o jogo ficou equilibrado. Mas quando o San Lorenzo alterou seu posicionamento, colocando os atacantes atrás dos volantes gremistas e às costas de Marcelo Oliveira, passou a empilhar chances de gol. E só parou na trave e principalmente em Grohe. A vantagem argentina de um gol era digna de comemoração ao final do primeiro tempo.

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Roger não mudou a equipe. Insistiu com Ramiro e inexplicavelmente nem havia testado o jogador na posição, durante o jogo de sábado, contra o Cruzeiro. E pior: adiantou Edinho, que foi quase um meia direita no segundo tempo. E suas limitações ficaram ainda mais evidentes. Ramiro é quem deveria ocupar o setor. O Grêmio foi ajudado por uma postura acomodada do adversário, que já não queria correr riscos. Giuliano e Douglas sucumbiram à marcação e acabaram substituídos.

Aos 44 minutos, o futebol modesto do Grêmio castigou o futebol já sem pretensão do San Lorenzo. No esforço dos meninos, Lincoln empatou a partida, deixando o Tricolor Gaúcho com ótima perspectiva de classificação e praticamente despachando os argentinos.

 

Reforços vermelhos – A direção do Inter precisa agilizar a chegada de reforços. O processo está demorado e isto serve também para aumentar a expectativa em relação aos nomes a serem anunciados. O Inter sabia desde muito antes da possibilidade de perder seu principal jogador. E parece não ter se movimentado. Observe, prezado leitor, que o prazo de inscrição de atletas no Gauchão se encerra em oito dias. Se os novos reforços não estiverem regularizados até o dia 24 de março, o time que tentará conquista regional é o atual. E há vulnerabilidades evidentes na equipe de Argel.

Aliás, o próprio treinador já manifestou publicamente a necessidade de contar com um armador e também um centroavante. Mais à frente, precisará também de um goleiro. O presidente Vitorio Piffero precisa criar condições para que seu departamento de futebol trabalhe em busca de reforços. Ou será que ele irá se contentar novamente em colocar o Inter apenas como figurante do Campeonato Brasileiro? O Inter perdeu qualidade na comparação com o ano passado. Perdeu Aranguiz, Nilmar, D’Alessandro e Lisandro López, Valdívia e Nilton momentaneamente, mais o veterano Juan, e Alisson dentro de 60 dias. E outra: um ano atrás Alex estava voando no Gauchão e hoje é apenas um reserva de luxo.

Não é preciso ser grande entendedor de futebol para observar que jogadores importantes deixaram o clube, que em breve perderá também um de seus melhores atletas, o seguro goleiro Alisson. A situação não é confortável. E o presidente Vitorio Piffero parece não querer enxergar o tamanho do problema. Ou o Inter contrata e acerta na pontaria na escolha dos nomes ou o ano de 2016 se encaminhará para mais uma temporada melancólica para os vermelhos.

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