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Foco 08/04/2015

Joaquim Levy anuncia que governo quer abrir capital da área de seguros da Caixa

próximas medidas a serem adotadas irão abranger os tributos federais PIS e Cofins e o imposto estadual ICMS, segundo Levy | Wilson Dias/Agência Brasil

Levy afirmou que a intenção é iniciar a operação ainda esse ano | Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidente da Caixa, Miriam Belchior, anunciaram nesta quarta-feira (8) que o governo vai iniciar estudos para a abertura de capital da Caixa Seguros. A medida não atinge as demais atividades da Caixa, que continuará um banco 100% público, de acordo com os ministros.

“Se pudermos, vamos fazer ainda este ano. A intenção está estabelecida”, disse Levy.

A Caixa Seguros já tem sócios privados. Os estudos terão como parâmetro a abertura, em 2013, do capital do BB Seguridade (empresa do Banco do Brasil responsável por investimentos em seguros).

Segundo Miriam, a operação será importante para a expansão de negócios do banco na área de seguros. “Temos um potencial de nos posicionar bem nesse setor”.

De acordo com o ministro Levy, ainda não há estimativas sobre quanto o negócio pode render para os cofres do governo, mas os ganhos da abertura de capital não poderão ser contabilizados para reforçar o superávit primário.

“A receita de qualquer venda de ativos não gera primário, nunca gerou, não gerará nesse caso”, explicou.

Além do impacto nas contas públicas, o ministro também defende a abertura de capital da Caixa Seguros como a oportunidade para criação de um instrumento de poupança destinado aos pequenos investidores. “A oferta pública dá a oportunidade de criar um instrumento de poupança, pulveriza o capital”.

Levy argumentou ainda que a expansão do mercado de seguros tem impacto na qualidade de vida das pessoas, que terão mais acesso aos produtos. “A gente tem que aproveitar isso [abertura de capital] para ser um instrumento não só de oportunidade de poupança, de criação de riquezas na própria Caixa, como pela qualidade de vida das pessoas”, ponderou.

Levy diz que Banco Central é claro na política de controle da inflação

Após a subida da inflação oficial em março, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quarta-feira (8) que o Banco Central tem sido claro na defesa do controle do índice, o que dá “total conforto” ao governo.

“O Banco Central tem se expressado com clareza e consistência em relação a importância do controle da inflação e a sua disposição em tomar medidas cabíveis. Ele tem sido absolutamente completo em suas explicações, o que nos dá total conforto”, disse o ministro ao ser perguntado sobre a manutenção da inflação dentro da meta.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou alta de 1,32% em março. É a maior taxa mensal desde fevereiro de 2003, quando o índice ficou em 1,57%. Em 12 meses, o IPCA acumula inflação de 8,13%, acima do teto da meta do governo federal (6,5%) e a maior taxa desde dezembro de 2003, que foi 9,3%.

Levy reuniu-se com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, e anunciou junto com a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, que o governo iniciará estudos para abertura de capital da Caixa Seguros.