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STF deve decidir nesta sexta-feira sobre sigilo da ‘lista de Janot’

O Supremo Tribunal Federal pode decidir nesta sexta-feira (6) sobre o sigilo dos pedidos de inquérito feitos pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

Janot entregou na terça-feira (3) um documento com 28 pedidos de investigação sobre 54 pessoas com foro privilegiado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República, enviou também uma carta aos membros do Ministério Público Federal (MPF) para alertar os colegas que a operação Lava Jato chegou a um “momento crucial”.

No documento, entregue na quarta-feira (4), o chefe do MPF pediu que o órgão se mantenha unido, de modo a enfrentar “investidas que busquem diminuir o Ministério Público brasileiro, desnaturar seu trabalho ou desqualificar seus membros”. Janot ressaltou que examinou “cuidadosamente” as particularidades apresentadas pelo grupo de trabalho baseado em Brasília e pela força-tarefa sediada em Curitiba. Disse também que usou critérios “técnicos e objetivos” ao preparar a peça enviada ao STF.

“Não espero unanimidade e não a terei. Desejo e confio, neste momento singular do país, particularmente do Ministério Público brasileiro, que cada um dos meus colegas tenha a certeza de que realizei meu trabalho em direção aos fatos investigados, independentemente dos envolvidos, dos seus matizes partidários ou dos cargos públicos que ocupam ou ocuparam”, acrescentou Janot.

O procurador-geral ressaltou que, caso o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF, concorde com o pedido para retirar o sigilo do processo, todo o trabalho da Polícia Federal e do MP será “esquadrinhado” e “submetido aos mais duros testes de coerência” pela sociedade e pelo que classificou como “parte disfuncional do sistema político”.

“Não guardo o dom de prever o futuro, mas tenho experiência bastante para compreender como a parte disfuncional do sistema político comporta-se ao enfrentar atuação vigorosa do Ministério Público no combate à corrupção. Assim ocorrerá, porque é um valor central da democracia e do Princípio Republicano a submissão de qualquer autoridade pública ao crivo dos cidadãos brasileiros”, afirmou Janot.

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