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Em clima de confraternização, trem e metrô viram balada

Brasileiros e croatas dividem o mesmo vagão no Expresso da Copa no caminho para Itaquera | André Porto/Metro
Brasileiros e croatas dividem o mesmo vagão no Expresso da Copa no caminho para Itaquera | André Porto/Metro

Croatas e brasileiros deixaram a rivalidade somente para o gramado. No caminho para o Itaquerão, seja de trem, seja de metrô, os dois povos estavam unidos pela Copa do Mundo.

Na estação Luz da CPTM, de onde partia o Expresso da Copa, o clima era de festa. Brasileiros e croatas trocavam provocações e gritos de apoio a seus países. E não foram poucas as vezes que se juntaram para uma fotografia.

Embora as atividades na arena só começassem às 15h15, a estação registrou movimento intenso desde antes das 12h. Dentro do trem, o vagão virou arquibancada. E com direito a cerveja. Croatas e brasileiros entraram com latas da bebida sem problemas. E cantaram ao longo dos 19 exatos minutos do trajeto entre o centro e a zona leste.

A felicidade croata era total. “Só de estarmos aqui e podermos participar do jogo de abertura, já somos vencedores”, afirmou o contador Joe Draganjac, de 59 anos, um dos muitos europeus no trem. Ele está há três dias no Brasil.

“A Croácia é um pequeno Brasil na Europa. Será incrível participar deste jogo. É nosso esporte mais popular e somos vencedores. Nem acreditávamos que estaríamos aqui”, completou o empresário Joe Pavicic, 63 anos, há dois dias no Brasil.

Quem veio de metrô também participou da farra. Vagões cheios no trajeto até a estação Corinthians-Itaquera, principalmente de croatas. Um mar de camisas quadriculadas na linha 3-vermelha.

Filas, apenas, no acesso ao estádio. Mesmo horas antes do jogo, a abertura das portas de trens e metrô congestionaram as saídas. Com paciência, tudo se resolveu. Tudo era festa.

Gringos aprovam o transporte público

'É uma grande festa ir para o jogo assim. Táxi é chato', diz Frank Mogus, torcedor croata
‘É uma grande festa ir para o jogo assim. Táxi é chato’, diz Frank Mogus, torcedor croata

“É uma grande festa ir para o jogo assim. Táxi é chato.” Essa frase foi dita por um croata. Frank Mogus, de 27 anos, que trabalha em uma fábrica de grades para prisões com o pai. Ele e diversos compatriotas enfrentaram o transporte público paulistano para ir ao Itaquerão. Ambos passaram no teste.

“Até pensamos em ir de táxi, mas nos falaram do trem e resolvemos vir dessa forma. E foi muito melhor, sem trânsito, disse Joe Draganjac.

Críticas, somente à saída dos aeroportos e aos taxistas da cidade. “O povo é muito amigável, mas nossa única surpresa foi ver que os taxistas não falam uma palavra de inglês”, contou Joe Pavicic. “E no aeroporto o povo não é organizado. Apesar disso, o Brasil tem a melhor comida”, afirmou.

O preço do bilhete, R$ 3, também não agradou todo mundo. “É caro”, falou o americano Oscar Valencia, que veio ao Brasil somente para acompanhar a Seleção Brasileira. 

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