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Polícia Militar deteve 128 pessoas durante a Virada Cultural

Além dos shows, a Virada Cultural foi marcada por arrastões e furtos | Cristiano Novais/Sigmapress/Folhapress
Além dos shows, a Virada Cultural foi marcada por arrastões e furtos | Cristiano Novais/Sigmapress/Folhapress

Segundo o balanço divulgado pela Polícia Militar nesta segunda-feira, 128 pessoas foram detidas suspeitas de praticarem diversos tipos de crimes durante a Virada Cultural, que aconteceu em São Paulo no final de semana. No total, 105 adultos foram presos e 20 menores apreendidos.

De acordo com a Santa Casa da Misericórdia, entre o sábado (17) e o domingo (18), foram socorridas três pessoas baleadas e uma esfaqueada. No total, foram 80 atendimentos durante as 24 horas do evento.

A maior parte dos arrastões aconteceu nas regiões da Santa Ifigênia, Sé e Anhangabaú. Na rua Líbero Badaró foram pelo menos três ocorrências. Na ladeira da Constituição, jovens fizeram um arrastão levando dinheiro, celulares, carteira e tênis de um grupo que trabalhava em uma barraca que vendia bebidas.

Após confusões no palco da rua 25 de Março, o músico Ivo Mozart cancelou seu show que aconteceria às 2h, alegando falta de segurança.
Em sua página oficial do Facebook, o músico chegou a sugerir que o público não fosse para a região. “Fala galera, o show na virada foi cancelado devido a falta de segurança! Não vá para a 25 de março!!!”.

Na Virada do ano passado, duas pessoas morreram. Uma por overdose e outra baleada.

 Secretário diz que segurança melhorou na Virada

O secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, afirmou neste domingo que a segurança na Virada Cultural melhorou em relação à edição do ano passado. Pelo menos cinco pessoas foram baleadas e duas esfaqueadas na região central da capital durante o fim de semana. Também houve relatos de furtos, roubos e arrastões.

Em 2013, duas pessoas morreram durante a Virada: uma com suspeita de overdose e outra com um tiro no rosto, após reagir a um assalto. O secretário de Cultura disse que a atuação conjunta da PM com a Guarda Civil Metropolitana foi eficiente.

Juca Ferreira ficou satisfeito com os serviços de limpeza e iluminação e vai avaliar eventuais problemas de som e atraso nos shows.

Para o ano que vem, Ferreira diz que vai trabalhar para aumentar a cota de patrocínio e diminuir os investimentos públicos. O temporal por volta das quatro e meia da tarde cancelou algumas atrações, afugentou o público e danificou equipamentos no fim do evento.

O grupo Demônios da Garoa não se apresentou alegando falta de condições estruturais e o show da banda Pollo foi suspenso após uma confusão.

Chuva cancela atrações e faz festa acabar mais cedo

Após um início animador, marcado pela concorrida apresentação de  retorno do Ira!, na noite sábado, no palco Júlio Prestes, a 10ª Virada Cultural se despediu mais cedo que o previsto na tarde de ontem em alguns palcos.

A forte chuva que atingiu São Paulo durante o período fez com que os shows de MC Gui, Céu, Pato Fu, Martha Reeves & The Vandelas e Roberta Miranda fossem cancelados. O aguaceiro, no entanto, não foi capaz de dispersar o público reunido no largo do Arouche por Valesca Popozuda, que animou os encharcados com seu hit “Beijinho no Ombro” e sucessos infantis como “Ilariê” e “Superfantástico”.

Com o cantor Falcão como cicerone, o palco de comédia stand-up, localizado na praça da Sé, manteve-se mais uma vez como hit, dessa vez com uma novidade: a presença de tradução simultânea para linguagem de sinais.

Um momento emocionante aconteceu durante a madrugada, quando Jair Oliveira e Luciana Mello subiram ao palco Júlio Prestes para homenagear o pai, Jair Rodrigues, morto no último dia 8. Wilson Simoninha e o rapper Rapin Hood também passaram pelo palco.

 

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