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Operadoras de turismo reclamam da Copa no Brasil

Foz do Iguaçu, um dos destinos mais procurados  | Rafael Mosna/Folhapress
Foz do Iguaçu, um dos destinos mais procurados | Rafael Mosna/Folhapress

Por incrível que possa parecer, a realização da Copa do Mundo no Brasil prejudicou o setor de turismo do país. A afirmação é do presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), Marco Ferraz. “O turismo como um todo saiu perdendo, tanto o turismo corporativo como o de lazer”, diz Ferraz.

Ele cita o caso de São Paulo, sede da abertura do Mundial, no dia 12 de junho, para explicar sua tese.

De acordo com o presidente da Braztoa, a menos de 20 dias para o começo da Copa a capital tem apenas 36% de ocupação da rede hoteleira.

“Em função do período da Copa, a agenda de eventos corporativos, que costuma ser movimentada em São Paulo, perdeu força”, afirma. “Com isso, muitos lugares continuam disponíveis”. Para ele, a capital paulista perdeu mais que todas as outras sedes com o Mundial. Cidades tradicionalmente “mais turísticas” sofreram menos.

 

Ingressos

Ferraz também acusa a Fifa de prejudicar o setor ao não liberar ingressos para que as operadoras oferecessem aos clientes com os pacotes. Segundo ele, é a primeira vez que isso acontece.

“A Fifa prejudicou o setor de turismo. Antes, quem comprasse um pacote de viagem poderia ganhar alguns ingressos para os jogos”. De acordo com Ferraz, o turista brasileiro que comprou entradas para os jogos na internet este ano vai ver o jogo e voltar para casa no mesmo dia ou no dia seguinte. “Essa pessoa não vai ficar viajando 15 dias pelas cidades-sede. Não fretamos aviões, não bloqueamos hotéis, não estamos usando serviço local para fazer passeios”.

Os preços altos também atrapalham. Muitas famílias preferem aproveitar a antecipação das férias escolares para viajar para destinos no exterior, com preços mais acessíveis, como Buenos Aires e Bariloche (Argentina), Cancún (México), Orlando e Miami (Estados Unidos), entre outros.

Em função disso, segundo o presidente da Braztoa, as operadoras estão investindo mais em viagens para fora do que para dentro do país. E fugindo das cidades-sede.

Alguns turistas pensam em viajar para cidades brasileiras distantes das partidas de futebol e sem o agito, a confusão e os preços altos previstos para o Mundial.

De olho nesse público, as operadoras de turismo estão preparando pacotes específicos para quem quer “fugir da Copa do Mundo”. Seguno Ferraz, há boas ofertas. Em alguns casos, os descontos que podem chegar a até 90%.

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