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Marin revela pressão por Pep Guardiola e nega ver listas; assista

Marin e Felipão no Canal Livre: o cartola garante que não pede para ver listas de covocados com antecedência | Carol Távora/Band
Marin e Felipão no Canal Livre: o cartola garante que não pede para ver listas de covocados com antecedência | Carol Távora/Band

Um dos nomes de maior peso entre os cotados para assumir a seleção brasileira após a demissão de Mano Menezes, no fim de 2012, Pep Guardiola tinha a preferência de pessoas próximas ao presidente da CBF, José Maria Marin. O cartola contou, em entrevista ao Canal Livre, da Band, que foi pressionado a tentar a contratação do espanhol, na época sem clube e atualmente no Bayern de Munique.

“Antes da escolha do Luiz Felipe (Scolari), insistiram para trazer o Guardiola. Mas eu disse ‘de maneira alguma’. Conquistamos cinco títulos (mundiais) com os nossos técnicos”, disse Marin, que ainda colocou em dúvida a qualidade de Pep ao citar que o treinador não comandava a seleção espanhola.

Marin garante que não conversou com Felipão enquanto Mano estava empregado. “Nos encontramos algumas vezes, mas só falamos de futebol, nunca de seleção, por uma questão de ética”, diz o dirigente. Quando aconteceu, o papo para o acerto foi curto, afirma Marin.

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O cartola nega qualquer tipo de influência sobre o trabalho de Felipão. O técnico diz que entrega as listas de convocação 24 horas antes do anúncio – “levo o envelope fechado”, afirma –, mas Marin garante não lê. O máximo que o dirigente diz se permitir é uma conversa sem tom oficial. “De vez em quando a gente bate um papo informal”, afirma.

As especulações sobre a interferência de Marin começaram ainda na época de Mano. Em abril de 2012, pouco depois de assumir o posto, o presidente afirmou que veria as listas de convocados com 48 horas de antecedência. Eram os primeiros sinais de falta de confiança no comandante, que culminaria com a demissão do treinador no fim daquele ano, depois da derrota na final dos Jogos Olímpicos.

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