Estilo de Vida

Marca de maquiagem vende “tinta preta” como sendo seu “tom mais escuro” de base

Na tentativa de lidar com as críticas sobre a falta de diversidade do produto, a marca se envolveu em uma nova polêmica por conta das novas tonalidades.

A influenciadora criticou abertamente a nova tonalidade da base.
A influenciadora criticou abertamente a nova tonalidade da base. (Reprodução / TikTok)

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Uma influenciadora de beleza publicou nas redes sociais suas críticas à nova “cartela de tons” de uma base da marca Youthforia, que não é comercializada no Brasil, depois de comparar os tons mais escuros com uma tinta preta. Golloria deu início ao debate depois de compartilhar um teste do produto em comparação com uma pintura facial preta e mostrar que na prática os dois itens apresentam a mesma tonalidade.

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Conforme publicado pela Marie Claire, a postagem de Golloria nas redes sociais chegou a atingir mais de 11 milhões de visualizações e iniciou um intenso debate sobre o racismo no mercado da beleza. Segundo a norte-americana, a similaridade da base em questão com a tinta é inaceitável. No momento, o vídeo da influenciadora encontra-se indisponível na plataforma em que foi originalmente publicado.

A base em questão é da linha Date Night que também foi alvo de críticas em 2023 após lançar 13 tons do produto. Na época, criadores de conteúdo de beleza criticaram a falta de diversidade nos tons da base, mostrando que a marca não busca pela inclusão. Em uma tentativa de se retratar com a comunidade, foram lançados “10 novos tons”, que acabaram se tornando ainda mais polêmicos.

Segundo Golloria, a tonalidade da base se assemelha com tintura facial na cor preta. Em seu desabafo, ela lembrou dos espetáculos de minstrel, uma antiga representação estereotipada de pessoas negras feita por pessoas brancas que utilizavam carvão ou tinta escura para pintar o rosto, que acontecia nos EUA. No fim, ela pediu para que criem novos tons de base a partir da cor marrom.

“O que queremos dizer é para vocês pegarem os marrons que já fizeram e criarem tons de base. Façam o que for necessário no laboratório para que sejam um marrom mais escuro”.

O que diz a empresa

Segundo a publicação, a fundadora da marca, Fiona Co Chan, foi quem respondeu às críticas relacionadas com a falta de inclusão envolvendo os lançamentos da marca. No entanto, assim como o vídeo da crítica de Golloria, as respostas de Chan foram apagadas.

Ela afirmou ter encontrado dificuldades em conseguir um modelo que utilizasse o tom de base em questão, e criticou as agências ao pedir por mais diversidade. Nas redes sociais, a marca afirmou que a nova tonalidade foi uma resposta ao pedido dos clientes.

“Criamos nossa base na tonalidade 600 como parte da nossa expansão de dez tonalidades agora em março. Ouvimos todos em alto e bom som em outubro passado sobre nossas bases não serem suficientemente escuras ou inclusivas”.

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