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Alerta! Smart TV pode ser porta de entrada para cibercriminosos

REUTERS/Jeff Haynes

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As smart TVs ganham novas funcionalidades constantemente. E os modelos se popularizaram entre os consumidores. Segundo a Statista, em 2018, mais de 114 milhões de TVs inteligentes foram vendidas em todo o mundo.

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No entanto, isso também pode representar um perigo. «O fato de que a maioria das smart TVs executam hoje alguma configuração baseada no Android, implica na criação de um ambiente no qual é mais fácil para gerar códigos maliciosos capazes de afetar computadores de vários fabricantes, facilitando a transição de um malware», diz Denise Giusto Bilic, especialista em segurança de TI da ESET América Latina e autora do relatório: “SMART TV: a porta dos fundos em nossa casa?”.

Os cibercriminosos tem um objetivo claro com campanhas maliciosas: a geração de dinheiro. Ou seja, eles exigem informações capazes de vender – dados para poder extorquir suas vítimas, sequestrar e processar dados. As smart TVs têm todos esses recursos, o que as torna um alvo atraente.

«Embora as vulnerabilidades sejam corrigidas e os usuários sejam treinados para detectar fraudes, muitas TVs continuam em espaços vulneráveis, como em locais onde podem ser acessadas fisicamente por terceiros – por exemplo, na sala de espera de um escritório ou em uma sala de estar. Em particular, portas USB podem ser usadas para executar scripts maliciosos ou explorar vulnerabilidades», destaca Denise.

O Laboratório de Pesquisa da ESET indica algumas medidas preventivas para reduzir os ataques a smart TVs. Confira:

Ter alguma solução de segurança: elas oferecem proteção contra ameaças para Smart TV, em particular, para distribuições baseadas em Android, além de módulos capazes de prevenir infecções por malware e detectar páginas fraudulentas para bloquear o acesso a elas (funcionalidade chamado antiphishing). Outra camada de proteção que essas soluções devem incluir é a proteção de portas USB, para impedir que códigos mal-intencionados invadam esses conectores.

Configure os dispositivos: Reforçar as configurações do dispositivo para garantir que nenhuma lacuna fique sem segurança é uma das primeiras precauções a serem tomadas ao adquirir uma smart TV. Restringir origens desconhecidas, verificar aplicativos, não mostrar senhas, criar perfil restrito, automatizar atualizações, configurar a Google Play Store, desabilitar a depuração e coleta de dados por padrão, são os principais pontos a serem levados em conta no momento da configurar a segurança de um dispositivo de streaming.

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Reforce a segurança da rede: Embora a configuração correta do dispositivo ajude, não é suficiente para criar um ambiente de rede seguro. Para proteger as TVs, é importante certificar-se de que o roteador use protocolos fortes e credenciais robustas, e que seu firmware não apresente vulnerabilidades.

Proteção física: Para equipamentos que estão em áreas vulneráveis – por exemplo, na sala de espera de um escritório ou em espaços públicos -, a proteção das entradas físicas do dispositivo deve ser levada em conta – da mesma forma que para qualquer outro dispositivo – de rede ou USB.

Com informações da ESET

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