Estilo de Vida

Estude lá fora! Planejamento é fundamental para acertar na escolha

Passar uma temporada no exterior é sempre uma experiência enriquecedora. Para estudantes, é uma oportunidade de novos aprendizados e amadurecimento e abre oportunidades para melhores empregos.

É o que mostram pesquisas do Business Marketing International. Só nos últimos dois anos, cerca de 292 mil brasileiros foram fazer algum curso no exterior. Somado a isso, as instituições estão facilitando o acesso de alunos brasileiros. Em Portugal, por exemplo, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) é aceito para o ingresso nas universidades.

Leandro Reis, gerente de marketing do Salão do Estudante, uma das maiores feiras de educação internacional da América Latina e boa fonte de informações para quem pretende  estudar fora, defende  que o aumento da procura está ocorrendo por conta da crise econômica brasileira, que diminuiu a oferta de emprego no país. «Com a crise, está mais difícil encontrar emprego, principalmente se você for muito jovem, sem experiência, ou não tiver um inglês legal. Tem gente que se forma e sabe que vai ficar desempregado então já vai em busca de uma experiência no exterior para aumentar as chances de voltar e conseguir um emprego aqui no Brasil».

Mas existem outras tantas possibilidades de estudo no exterior, além de especializações para formados. É possível fazer intercâmbios durante o Ensino Médio, chamados de high school, em que o aluno cursa desde um semestre até um ano do colegial em outro país; cursos de idiomas, cursos de férias, técnicos, graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, MBA e até programas que unem ensino e trabalho voluntário.

 

Processo

Para ir estudar fora é preciso, primeiro, decidir o que o estudante quer aprender ou qual tipo de curso quer fazer e se esse curso tem utilidade no Brasil. A graduação de Direito, por exemplo, é uma que não adianta ser feita fora do país. “A não ser que a pessoa não queira voltar, precisa ver o que tem utilidade e credibilidade no Brasil antes de começar a se planejar”, afirma Reis.

Quando isto estiver decidido, o estudante deverá dar início ao período de pesquisa, para buscar instituições – o que inclui ver fotos da instituição, consultar a reputação e falar com alunos e ex-alunos -,custos de moradia e passagem, e conhecer e comparar agências de intercâmbio diferentes.

Reis ainda ressalta ser importante estudar quais são os países de interesse do estudante, pois isto influencia diretamente no custo. «A África do Sul, por exemplo, é mais barata do que os Estados Unidos. Ir para o Chile ou para a Argentina aprender espanhol é mais barato que ir para a Espanha. O clima do lugar é outro fator a ser considerado: a Austrália tem um clima mais parecido com o do Brasil, mas a passagem é mais cara do que ir para o Canadá, por exemplo». Outros pontos importantes a ter em mente no momento da escolha são a cultura do país, para evitar que haja um choque cultural grande, e o perfil do aluno. «Se o aluno quiser ir para o Canadá, por exemplo, ele precisa decidir a cidade e isso vai de cada um. Toronto é mais urbano, já Vancouver lembra mais o estilo de vida do Rio de Janeiro», explica Reis.

Com tudo isso pronto, já é hora de fazer as malas? Ainda não. Antes, é crucial certificar-se das normas de vistos para brasileiros e estudantes em cada país. Nos Estados Unidos, por exemplo, o visto de turista não basta, é preciso ter visto de estudante específico. Assim como na Austrália, onde, apesar de turistas brasileiros não precisarem de visto, este é exigido para quem quiser estudar e/ou trabalhar temporariamente.

 

Estudando e trabalhando

Para poder estudar e trabalhar em outro país, é preciso conferir as normas de cada local. O Canadá , por exemplo, permite estudo e trabalho desde que o aluno esteja inscrito numa graduação ou pós. Já na Irlanda, basta estar inscrito em qualquer curso reconhecido pelo governo e com duração superior a 25 semanas, o que inclui desde cursos de idiomas até um mestrado.

 

Só com bolsa!

Uma das principais instituições que cedem bolsas no Brasil é a Fundação Estudar. Alcides Ferreira, voluntário do núcleo São Paulo da Fundação, explica que o grupo oferece bolsas para alunos que queiram se graduar, pós-graduar, fazer um mestrado ou doutorado em qualquer universidade, em qualquer país. O processo de seleção ocorre em janeiro e em março e avalia fluência em idiomas, analisa currículo, condição socioeconômica e busca candidatos com visão crítica, engajados socialmente.

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