Esporte

Peñarol e Felipe Melo podem sofre punições pesadas da Conmebol

A Confederação Sul-Americana de Futebol sinalizou que penalizará duramente o Peñarol e Palmeiras sobre a briga generalizada ocorrida na noite de quarta, no estádio Campeón Del Siglo, em Montevideo, no Uruguai.

As penas mais duras serão para o clube uruguaio e seus jogadores e comissão técnica, além de Felipe Melo, do Verdão.

Para o Peñarol, a punição mais provável será uma multa em dinheiro, que pode chegar a US$ 400 mil (cerca de R$ 1,2 milhão), até a proibição de usar o estádio ou, então, jogar de portões fechados. Em último caso o clube seria suspenso da competição.

Para os jogadores envolvidos, além da multa financeira, que pode chegar também a US$ 400 mil, eles podem pegar suspensão de, no máximo, 24 partidas.

Não há prazo para definição da Conmebol sobre quais punições serão impostas e a entidade espera os relatórios do árbitro, do responsável pela segurança e do representante da confederação que estava em campo para analisar os fatos.

 

Assessor diz que Felipe Melo foi chamado de ‘macaco’. De novo

Gustavo Souza, assessor de imprensa de Felipe Melo, disse no Twitter que o jogador sofreu racismo pelos atletas do Peñarol.

“Depois ele conta, com calma, mas, lamentavelmente, vários jogadores do Peñarol chamaram o Felipe Melo de macaco, novamente”.

Do outro lado, o presidente do clube uruguaio culpa o brasileiro pela briga. “A confusão foi entre Mier e Felipe Melo, e este último deu um soco. Ele gerou toda a violência que aconteceu. Ali começou tudo”, comentou.

Repercussão internacional

Para a imprensa internacional, o ato foi uma vergonha para o Peñarol e também mais uma mancha no histórico de Felipe.

“Mais uma vergonha para o Peñarol como instituição”, disse o jornalista Daniel Rosa, do site “Ovación Digital”, um dos principais canais esportivos do Uruguai.

“Se Messi pegou quatro jogos de gancho por insultar um bandeirinha, qual deve ser a punição de Felipe Melo por esse soco?”, perguntou o “Marca”, da Espanha. 

Histórico de confusões entre Peñarol e brasileiros

Essa não foi a primeira briga de jogadores do Peñarol contra times brasileiros. Nem a segunda. Desde, pelo menos, 1962, uruguaios e brasileiros têm se enfrentado em situações nada agradáveis de ser lembradas.

Em 62 foi contra o Santos, na decisão da Libertadores, com confrontos em Montevideo e na Vila Belmiro. Brigas entre os dois times ocorreram em 2011, também na final do torneio, no Pacaembu. Em ambos o Santos foi campeão.

Em 1993 a briga foi com Policiais Militares que entraram em campo antes de um confronto maior entre uruguaios e o time do Grêmio, em partida válida pela Supercopa da Libertadores.

Na Copa Mercosul de 1999 foi a vez da confusão envolver jogadores do Flamengo, em partida realizada no Uruguai.

E neste ano boa parte dos que brigaram após o jogo contra o Palmeiras se envolveram em outra confusão, em amistoso contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. 

Palmeirenses relatam as agressões após a partida

 

Um pouco mais calmos, alguns jogadores palmeirenses contaram os momentos de pancadaria após o jogo entre Peñarol e Palmeiras, no Uruguai.

“Me chutaram, deram soco na boca. Pensei em proteger o Felipe Melo. Pensamos em proteger as costas e ficar de frente”, contou o goleiro Fernando Prass.

“Fico pensando: será que vai esperar algo mais feio para tomar as devidas providências? Vou rezar para isso não acontecer. Tomei ali que não vi de onde veio”, disse o lateral Jean.

“Esperávamos um ambiente hostil, com clima de guerra e difícil. Esperamos que a Conmebol tome providências. O Palmeiras veio para jogar futebol”, finalizou Mauricio Galliote, presidente do Palmeiras.

Em vídeo divulgado pela TV Palmeiras, em um dos momentos aparece o choro do atacante Willian, autor de dois gols. Em outro, Felipe Melo solta um grito olhando para a câmera: “Aqui é Palmeiras!” 

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