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Esgrimista do Brasil também dá conselhos de moda aos companheiros

selo olimpiada rio 2016Entre os 13 atletas que representarão o Brasil na disputa da esgrima nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Taís Rochel se diferencia pelas dicas de estilo que dá para os companheiros. Formada em moda, ela é uma das apostas do País na categoria do florete.

A esgrima é disputada nos Jogos Olímpicos em três segmentos: espada, florete e sabre. A espada é a mais rígida e pesada; enquanto o florete tem uma lâmina mais leve; já o sabre possui lâmina mais curta e flexível.

«Comecei na esgrima aos seis anos”, contou Taís em entrevista aoPortal da Band. “Fui motivada pelo meu irmão, que assistia muito ao desenho do He-Man… Acredito que a esgrima trará bastante surpresa nos Jogos Olímpicos”, completou.

Apesar de nos últimos anos conseguir patrocínio para treinar na Itália, Taís também se dedicou a estudar moda. Por este motivo, ela é muito consultada pelos colegas. “As meninas, principalmente, me enviam fotos para saber se as cores combinam. Entre os homens, o Renzo (Agresta, também da esgrima) foi meu primeiro cliente.”

 

Confira abaixo a entrevista de Taís Rochel ao Portal da Band

 

Portal da Band – É verdade que um desenho animado definiu sua participação na esgrima?

Taís Rochel – Eu comecei quando tinha seis anos, motivada pelo meu irmão, que assistia muito ao desenho do He-Man (guerreiro que utilizava uma espada). Ganhei um vale-lanche para começar as aulas, e desde então estou na modalidade.

 

Teremos 13 atletas da esgrima no Rio. A modalidade pode chegar ao pódio?

Olha, a esgrima vai trazer bastante surpresa. A maioria dos atletas treina fora, e está de igual para igual com os principais. Vai ser uma surpresa muito boa, e espero estar dentro dessas novidades.

 

O fato de ter os Jogos no Brasil ajudou para conseguir apoio?

Contei com o Bolsa-Atleta, ajuda do Governo, do patrocínio do clube Pinheiros e da Confederação Brasileira de Esgrima. Consegui treinar fora (Itália) e não tive problema. Sei, no entanto, que esta é a preocupação de uma grande parcela dos atletas olímpicos.

 

Como ficou a sua vida desde que foi para Roma?

Moro na Itália desde 2013, onde treinei para a Olimpíada. Cheguei ao Brasil cerca de um mês antes dos Jogos, para treinar em São Paulo, e também com a equipe no Rio Grande do Sul. Na verdade, eu era uma profissional da moda, mas depois que o Rio foi eleito para os Jogos a minha vida mudou. Deixei uma marca em São Paulo para virar profissional de esgrima.

 

Pretende seguir na esgrima ou na moda após os Jogos?

Vou disputar minha primeira Olimpíada, com 32 anos. Na verdade, você pode ir até uma idade maior na esgrima. Experiência conta muito. Temos campeões com 42, 43 anos. Eu pretendo fazer mais um ciclo. Claro que após o Rio quero tirar férias. E, se tiver o apoio, gostaria de continuar na Itália.

 

Seus companheiros de esgrima aproveitam seu conhecimento em moda para pedir dicas?

Na Itália, tentei conciliar a esgrima com uma pós em consultoria de marketing, para não ficar para trás. As meninas, principalmente, sim, elas me enviam fotos para saber se as cores combinam ou não. Entre os homens, o Renzo (Agresta) foi meu primeiro cliente. Farei uma consultoria para ele, que sempre pede dicas.

 

Em 2011, você passou por um momento conturbado ao ser suspensa por três meses por doping, por ter tomado um remédio contra asma que era proibido. Como está seu tratamento hoje?

Hoje levo uma vida normal. Tomo um medicamento que controla bem e não dá doping. Nem lembro muito do episódio. É passado.

 

Já conheceu as instalações da esgrima no Rio?

Participei do evento teste e foi incrível. A disposição das pistas, em X, dá uma boa visão da competição de qualquer lado. Claro que tem algumas falhas, mas acredito que vai ser igual à Copa, quando o pessoal falou que iria dar problema e foi um sucesso.

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