Esporte

Fifa se diz vítima de corrupção e pedirá indenização nos EUA

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A Fifa pediu às autoridades dos Estados Unidos uma indenização de dezenas de milhões de dólares a ser paga por ex-dirigentes indiciados no país por seu envolvimento no maior escândalo de corrupção do esporte, alegando danos à sua reputação e a seus interesses comerciais.

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A entidade do futebol anunciou nesta quarta-feira que também irá exigir o ressarcimento de salários e uma auditoria completa de um ex-dirigente de alto escalão, que afirma ter continuado a viver «um estilo de vida extravagante» depois de ser liberado por meio de fiança de um tribunal de Nova York.

Sediada na Suíça e abalada por acusações de corrupção e relatos de gastos desenfreados, o que levou à queda do ex-presidente Joseph Blatter, a Fifa disse que na terça-feira seus advogados norte-americanos entraram com um pedido de restituição, entregue a promotores federais de Nova York.

No documento e em uma carta que o acompanhou, publicada pela Fifa, o organismo exigiu a devolução de salários e ressarcimento por danos.

«Os réus abusaram grosseiramente de seus cargos de confiança para se enriquecer… (e) mancharam profundamente a marca Fifa e prejudicaram a capacidade da Fifa de usar seus recursos para ações positivas em todo o mundo», diz o documento.

Ex-dirigentes que se declaram culpados já concordaram em pagar mais de 190 milhões de dólares em multas, de acordo com autoridades dos EUA.

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