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Baterista do Midnight Oil, Rob Hirst fala sobre nova turnê que chega a SP neste sábado

Revolucionários do rock engajado, os australianos do Midnight Oil estão de volta à ativa depois de um longo hiato longe dos palcos

Exatamente no ano em que um dos clássicos do grupo, o álbum “Diesel and Dust”, completa três décadas, a banda reuniu sua formação original para uma série de shows em 2017, em uma turnê que chega neste sábado (29), às 22h, no Espaço das Américas (r. Tagipuru, 795, Barra Funda; R$ 240 e R$ 460).

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Conversamos com o baterista Rob Hirst, sobre o ativismo político da banda e a expectativa para a turnê. Confira.

Essa é a primeira turnê de vocês em quase 20 anos. Por quanto tempo vocês planejaram esse retorno?
A gente vem planejando essa turnê por mais ou menos um ano, embora só tenhamos começado a ensaiar há dois ou três meses. Parece muito tempo, né? (Risos). Nossa intenção é tocar todas as músicas do nosso repertório nesses shows, incluindo algumas demos e até material nunca lançado em disco.  Pelas minhas contas devem ser mais ou menos umas 170 ou 180 canções. Por isso que estamos ensaiando todos os dias. Vamos tentar apresentar um repertório diferente a cada show em vez de repetir as mesmas músicas.

Depois de tantos anos sem se apresentarem juntos, você acha que a química da banda ainda é a mesma?
Tenho certeza que sim. No momento em que nos reunimos de novo para ensaiar, todos os cinco membros do Midnight Oil, juntos no mesmo lugar, a sensação foi de uma viagem ao passado. Nosso som ainda é o mesmo e nem parece que ficamos tanto tempo separados.

Vocês vão tocar algumas das canções de seus projetos paralelos durante a turnê?
Não. Nosso repertório já é grande demais.

Uma das assinaturas de vocês é o ativismo político. Em um mundo marcado atualmente pelo conservadorismo, você acha que a música pode ser um veículo eficaz para o discurso político?
Essa é uma questão que nós discutimos há muito tempo. É paradoxal que, exatamente no momento em que o Midnight Oil decide voltar, tanta coisa negativa esteja acontecendo na esfera política mundo a fora. Como você citou, é alarmante essa questão dos líderes populistas de extrema-direita estarem se elegendo na Europa. Acho que os artistas têm que fazer a sua parte. Temos que dar a cara a tapa e expôr com honestidade nossa visão para o mundo. Pode ter certeza que o Midnight Oil vai lutar artistas para fazer nossa voz ser ouvida. Nosso dever é mostrar nossa preocupação com tudo de ruim que está acontecendo no planeta. Não podemos perder a esperança de que as coisas podem melhorar.

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