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Afeto, arte e história política se misturam no documentário ‘Pitanga’

“Pitanga”, que estreia nesta quinta-feira (6), é, ao mesmo tempo, uma aula de cinema e de história brasileira, mas com uma sensibilidade capaz de fazer a lição ter gosto de prazer. A vida do perfilado – e o modo como ele a encara – é o que conduz o documentário dirigido por Beto Brant e Camila Pitanga.

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Aos 77 anos, o baiano Antonio Pitanga é “um negro em movimento”, como ele mesmo se descreve. O filme retrata justamente suas andanças, entre Salvador, Rio e São Paulo, para relembrar fatos memoráveis de sua trajetória desde a estreia no cinema, com “Bahia de Todos os Santos” (1960), passando pelo Cinema Novo, como “Barravento” (1962), e sua atuação no teatro, na TV e na política.

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Essas histórias surgem a partir de encontros com amigos do quilate de Cacá Diegues, Caetano Veloso e Hugo Carvana, entre tantos outros, que renderam 90 horas de conversas deliciosas.

“Nós estávamos no lugar certo, na hora certa. Era como se aquela juventude tivesse sido convocada para escrever que país a gente queria. A gente tinha um projeto de qualidade de vida que passava pela arte”, afirma o ator em relação aos colegas.

Pitanga tem perfeito domínio da câmera, o que se traduz em um efeito magnetizante na tela. O público fica tão encantado por ele quanto Maria Bethânia – sabemos ali que, há muitos anos, os dois foram namorados.

Afeto, arte e política se misturam no filme de maneira muito orgânica, reproduzindo a persona de Pitanga na vida real.

“Queríamos deixar o espectador ver com mais clareza o quão coerente é o artista e a persona política, que origens ele têm e como essas amizades o fortaleceram”, diz Camila, que tem o pai como inspiração.

“Acho que a gente está precisando jogar um pouco mais de capoeira com a vida e desenvolver um tipo de escuta e de sensibilidade combativa, mas iluminada. Acho que meu pai representa isso”, conclui a atriz e diretora.

 

Veja o trailer do filme:

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