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De surpresa, 49º Festival de Brasília divulga nove longas concorrentes

A lista chegou de surpresa, uma semana antes do previsto, sem coletivas ou cerimônias – ainda assim, a divulgação dos nove longa-metragens selecionados para o 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontece de 21 a 27 de setembro, já fez barulho.

A seleção buscou dar vez à pluralidade, tanto a de discurso – com filmes de forte debate político e experimentação estética – quanto a de regiões – foram selecionados filmes de seis Estados diferentes, além de um do DF, «Malícia», de Jimi Figueiredo.

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“Fiquei muito, muito feliz pela seleção do nosso filme”, disse o diretor em seus agradecimentos. Estrelado por Vivianne Pasmanter e João Baldasserini, «Malícia» fala de um homem que decide criar um sistema de corrupção para não diminuir o seu luxuoso padrão de vida, e é um dos mais elogiados pela curadoria do evento.

Outros destaques são «Deserto», de Guilherme Weber, estrelado por Lima Duarte, que trata de uma trupe de artistas idosos que vaga pelo sertão; e «O Último Trago», ficção sobre a luta contra a repressão ao longo da história, dirigido por um coletivo de cineastas cearenses que já está em sua quarta produção.

Os filmes foram selecionados entre 134 inscritos de todo o país. Contemplando produções que vão do Rio Grande do Sul ao Amazonas, o festival inova também nesta edição ao dar destaque a coproduções internacionais. “De fato, ampliando as fronteiras do interesse dos realizadores brasileiros, os filmes da competição nos levarão de Cuba a Miami”, adianta o curador do festival, Eduardo Valente.

Dois filmes selecionados foram produzidos deste modo: «A Cidade Onde Envelheço», gravado em parte em Portugal, retratando a busca da protagonista por suas origens lusitanas (na foto); e «Vinte Anos», coprodução com a Costa Rica capitaneada por Alice de Andrade, filha do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, de «Macunaíma» (1969).

«Vinte Anos» é um documentário – foram selecionados apenas dois nesta edição – que trata da vida de três casais ao longo de duas décadas da história cubana. O outro é «Martírio», de Vincent Carelli, que registrou durante 20 anos o extermínio de indígenas da nação Guarani Kaiowá.

Entre os filmes selecionados, estão ainda «Antes o Tempo Não Acabava’, que retrata o preconceito – o próprio e o social – de um indígena que se muda para a metrópole; o suspense «Elon Não Acreditava na Morte», sobre um homem que se aproxima da loucura com a morte da esposa; e «Rifle», sobre uma resistência de pequenos agricultores ao latifúndio.

O coordenador do evento, Sérgio Fidalgo, também ressaltou a pluralidade da seleção. “Buscamos dar visibilidade a produções de várias regiões do país e, mesmo com o aumento do número de filmes na mostra [eram seis até o ano passado], foi um trabalho muito complicado chegar a esta lista”, diz.

Veja a lista completa dos selecionados:

  1. «A Cidade Onde Envelheço» (MG, ficção), de Marilia Rocha
  2. «Antes o Tempo Não Acabava» (AM, ficção), de Sérgio Andrade e Fábio Baldo
  3. «Deserto» (RJ, ficção), de Guilherme Weber
  4. «Elon Não Acredita na Morte» (MG, ficção), de Ricardo Alves Jr.
  5. «Malícia» (DF, ficção), de Jimi Figueiredo
  6. «Martítio» (PE, documentário), de Vincent Carelli, em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita
  7. «O Último Trago» (CE, ficção), de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti
  8. «Rifle» (RS, ficção), de Davi Pretto
  9. «Vinte anos» (RJ, documentário), de Alice de Andrade

Exibições hors concours:

  1. «Beduíno» (RJ, ficção), de Julio Bressane
  2. «Câmara de Espelhos» (PE, documentário), de Dea Ferraz
  3. «Precisamos Falar do Assédio», (SP, documentário), de Paula Sacchetta

Sessão de Abertura:

  1. «Cinema Novo» (PE, documentário), de Eryk Rocha

Sessão de Encerramento:

  1. «Baile Perfumado» (1996, PE, ficção), de Paulo Caldas  e Lírio Ferreira
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