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Aos 77 anos, morre Rogério Duarte, pai do visual tropicalista

O colorido forte contrastando com as letras de tipografia simples e o clima visual de festa da música e do cinema nacional nos anos 1960 e 1970 tinham nome e sobrenome: Rogério Duarte.

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Criador de cartazes de filmes famosos, como o de «Deus e o Diabo na Terra do Sol», de Glauber Rocha, e das capas dos primeiros discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jorge Mautner, Duarte morreu na noite da última quarta-feira (13), apenas quatro dias após completar 77 anos.

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O artista visual, que morava em Brasília havia quatro anos, ficou internado nos últimos dois meses no Hospital Santa Lúcia devido a complicações causadas por um câncer de fígado.

“Nossa arte industrial tem que ser uma arte que resolve bem, que fornece respostas exatas às nossas exigências, sejam aqueles do corpo ou as da alma”, disse Rogério em ensaio de abril de 1965.

Nascido no interior da Bahia, Rogério Duarte teve uma história importante não só para o design como também na luta contra a ditadura militar. Ex-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), era forte opositor do regime, por isso foi um dos primeiros presos políticos do Brasil, ainda em 1968, por haver denunciado os crescentes casos de tortura no país.

Com o endurecimento do regime, Duarte decidiu abandonar a carreira no design e, durante décadas, dedicou-se a estudos sobre o budismo, retornando apenas para trabalhos pontuais.

Gilberto Gil e Gal Costa lamentaram ontem em seus perfis na internet a morte do artista. “Saudades. Que esteja em paz”, lamentou Gal. “Na lembrança de meu compadre”, disse Gil.

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