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Lume Teatro comemora 30 anos com programação especial em SP

Mesmo após 30 anos de existência, definir o Lume Teatro é uma tarefa difícil para os próprios fundadores. Carlos Simioni, fundador ao lado do amigo e pesquisador Luís Otávio Burnier  – morto em 1995 –, usou a frase de Burnier para este desafio: “O Lume não é, ele vai sendo”.

E nessa de ir “sendo”, o coletivo comemora suas três décadas de vida com uma programação especial e gratuita na Biblioteca Mário de Andrade.

A abertura acontece nesta segunda-feira, às 19h30h, com o espetáculo “O Não-Lugar de Ágada Tchainik”. No monólogo com Naomi Silman, Ágada Tchainik convida o público a segui-la, junto com seus “companheiros de estimação”, em sua viagem. Compulsiva, à beira de um ataque de nervos, ela torna o público seu grande parceiro, no meio de sua mente confusa. O espetáculo estreou em julho de 2004, dirigido pela canadense Sue Morrison, diretora artística do Theatre Resource Centre em Toronto.

A ocupação na Mário de Andrade ainda terá no dia 18, às 19h30, o espetáculo “Cnossos”, criado em 1995 e que faz um mergulho dentro da mitologia pessoal de um homem que percorre os corredores de um labirinto na tentativa de encontrar saída, criando um poema sobre a solidão, os sonhos e os pesadelos que povoam os seres humanos.

No dia 11, às 19h30, Simioni faz uma demonstração técnica do seu trabalho, abordando treinamento físico, a construção das técnicas, treinamento vocal e outras atividades básicas para um ator.

História construída

Após essa longa caminhada, Simioni faz um balanço que pode soar estranho, mas revela porque o Lume é referência nacional para o teatro. “Quando paro para olhar esses 30 anos chego à conclusão que parece que nada foi feito. Foi tanto trabalho, tantas atividades, que agora eu sei e acho que tudo isso funciona”, diz, ao reforçar que esses 30 anos foram de consolidação.

“Sempre tínhamos em mente que havia um caminho a ser trilhado e que se as pedras estivessem nele, lutáramos para tirá-las. Agora aprendemos que as pedras estão no caminho não para serem retiradas, mas para que possamos subir nelas e ver horizontes”, finaliza. 

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