Não basta ser prática, tem de ser saudável

Por Ivana Moreira

Alimentos e bebidas puxaram o crescimento das vendas online durante a pandemia. Com os pais trabalhando em home office e crianças em casa por causa do fechamento das escolas, a rotina ficou complicada para a maior parte das famílias. Comprar comida pronta foi a alternativa adotada por muitas delas – e não só para atender os adultos. Uma pesquisa da Nielsen sobre comportamento online mostrou crescimento de 51% nas compras de papinhas de bebê por canais digitais. Sim, mais do que nunca, as mães querem papinhas práticas, que cheguem prontas para saciar a fome dos pequenos. O que não significa que elas estejam trocando comida saudável por potinhos muito práticos (e industrializados) que podem ser encontrados em qualquer supermercado ou farmácia.

Natural, sem conservante e orgânico

As mães de hoje querem praticidade, mas não estão dispostas a abrir mão de características cada vez mais importantes na avaliação dos consumidores brasileiros. Elas buscam produtos naturais, sem adição de conservantes e, de preferência, orgânicos. Como os vendidos pela Padaria dos Bebês, de São Paulo, que oferece em seu site receitas gostosas sob medida para os pequenos (todas recheadas de nutrientes). Ou a Liv Up, uma das foodtechs brasileiras que mais cresceram durante a pandemia. A startup acaba de lançar uma linha de papinhas congeladas, com 12 opções de sabores salgados e de frutas, que podem ser aquecidas em banho-maria ou no microondas. Recomendadas para crianças de 6 meses a 2 anos, as papinhas custam entre R$ 9,50 e R$ 11,90.

Entendendo a demanda

“Ouvimos o recado do consumidor”, conta Stella Brant, sócia da Liv Up. Segundo ela, a empresa vende hoje mais de 300 mil refeições 100% naturais congeladas por mês, atuando em 50 cidades do país. Com as papinhas, a Liv Up passou a ter opções para a alimentação da família inteira. “Buscamos sempre criar soluções reais para necessidades reais”, resume.

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