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Farinha do mesmo saco

Meus amigos e minhas amigas, semana passada neste espaço importante do jornalismo brasileiro comentei sobre minha visita a Brasília em entrevista com o presidente Michel Temer. Entre outras coisas, perguntei da Operação Lava Jato e da cassação da chapa Dilma-Temer. Para as duas respostas a tranquilidade dele era extrema.

De repente… a bomba caiu. A delação do carniceiro Joesley Batista foi relativa a uma bomba atômica norte-coreana nos céus de Brasília. A primeira pergunta a fazer é: como um presidente da República recebe em sua residência oficial um facínora como este… Ouve o que ele fala, confessando vários crimes de corrupção, e não dá voz de prisão para esse mafioso?

Outra pergunta a fazer é: como o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, homologa um acordo de delação premiada permitindo que o capo e sua família abandonem o país impunemente sem pagar pelos seus atos criminosos e abalando os alicerces da nossa débil democracia?

Mesmo tentando se defender de todas as maneiras, o presidente do Brasil teve uma grande oportunidade de provar acima de qualquer coisa que estava acima da generalizada corrupção, se no mínimo interrompesse a conversa com o tal Joesley.

Agora, pode espernear, mas parece ter perdido o bonde da história.

Na lista do garganta profunda tem nomes importantes da República. Aécio Neves, o próprio Temer, José Serra, Marta Suplicy, os ex-presidentes Dilma e Lula e por aí vai. Aliás, o Lula disse que o PT tem a receita para combater a corrupção no Brasil.

Tem mesmo. É só fazer tudo diferente do que ele e a Dilma fizeram, permitindo que Joesleys, Odebrechts e outros da família metralha ficassem tão próximos deles e do poder. Alheio a tudo isso está o povo brasileiro. Está você!

É mentira que o povo não sabe votar. O povo só não sabe que tantos heróis na sua imaginação honesta e trabalhadora são de fato os verdadeiros vilões da história. Afinal, quando esse país tiver representantes à altura dos cidadãos brasileiros, de verdade, aí sim será um grande país.

Fora isso, reforma política e cadeia para ladrão que bota máscara de mocinho.

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