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‘Desistir’ não existe no meu dicionário

colunista helio-castronevesOlá amigos!

Depois de ter feito a Pole Position em Iowa, liderado por 50 das 300 voltas da prova e de estar diretamente na briga pela vitória por mais da metade da corrida, eu terminei em 11º, às duras penas. Como pode? Vou tentar explicar.

Estava muito quente e abafado na hora do Qualifying, mais de 30ºC, mas como a corrida no período noturno, encontramos uma temperatura mais amena. As mudanças de temperatura, umidade e pressão do ar para a corrida provocaram grandes mudanças na pista, principalmente na segunda metade.

No meu caso, além da grande turbulência provocada pelo tráfego, a mudança de pressão do ar fez com que meu carro passasse a sair muito de frente e nada do que a gente fez durante os pits permitiu que eu retomasse a condição de equilíbrio do início da corrida. Resultado disso foi a perda de posições e um esforço muito grande para terminar a corrida.

Em termos de campeonato, o lado bom é que consegui diminuir em 15 pontos a minha diferença para o líder Juan Pablo Montoya, o que é uma boa notícia. Se a gente observar que ainda estão em jogo 212 pontos e eu estou atrás do Juan Pablo 54, dá para ver que ainda tem muito chão pela frente e minhas chances continuam boas, apesar de faltarem apenas três corridas.

Como quem morre na véspera é peru, vou lugar por esse titulo até a última curva da última volta da última corrida. No dicionário do Castroneves, “desistir” é uma palavra que não existe. Então, forte abraço e até terça-feira que vem!

Helio Castroneves, 40, nasceu em São Paulo e foi criado em Ribeirão Preto. É o piloto brasileiro com mais vitórias na Indy, com 29 conquistas, e venceu três edições da Indy 500 (2001, 2002 e 2009). Disputa em 2015 sua 17ª temporada na categoria e 15ª pelo Team Penske.  

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