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Advogados acham que serão alvos da Lava Jato

claudio-humberto colunistaAdvogados de investigados na Lava Jato estão convencidos de que serão os próximos alvos de mandados de busca e apreensão, e até de prisão. Acham que a força-tarefa tentará dificultar a defesa, colocando-os sob suspeita de cumplicidade. Consideram-se em desvantagem, porque enfrentarão na Justiça os “advogados do Estado”, do Ministério Público Federal, que atuam em parceria com a Polícia Federal.

Negociação

Chegaram à força-tarefa rumores de que alguns defensores de réus sob delação premiada estariam negociando a escolha dos delatados.

Recuos suspeitos

Desconfia-se na Lava Jato da atitude de réus sob delação premiada que corrigiram seus depoimentos, recuando de acusações já feitas.

Intimidação

A convocação da criminalista Beatriz Catta Preta para depor na CPI da Petrobras foi encarada pelos advogados como tentativa de intimidação.

Clientes ilustres

O ex-gerente Pedro Barusco e o lobista Julio Camargo foram dois dos clientes de Catta Preta que fizeram acordo de delação premiada.

Executivos são condenados, mas donos escapam

O juiz Sergio Moro faz história, condenando executivos da Camargo Correa à prisão, mas os magnatas donos da empreiteira, que lucraram bilhões com negócios sujos, inclusive na Petrobras, escapam de fininho. Donos de empreiteiras enroladas cresceram na corrupção, multiplicaram o patrimônio e o lucro, mas não são incomodados na Lava Jato. Tampouco se aplicou neles o princípio do “domínio do fato”.

Autorizados

Verdadeiros “parceiros” dos políticos que suas empresas financiam, os acionistas não desautorizaram executivos e se locupletaram do roubo.

Leniência = indecência

A influência dos acionistas das grandes empreiteiras explica a defesa enfática do governo Dilma dos indecorosos “acordos de leniência”.

Elo mais fraco

claudio-humberto-21072015À exceção de um ou outro, como Marcelo Odebrecht e Ricardo Pessoa (UTC), foram presos funcionários. Altos executivos, mas empregados.

Com fins lucrativos

As chamadas “entidades sem fins lucrativos”, que são fundações, ONGs, partidos políticos, associações, sindicatos etc., arrancaram do governo Dilma, desde 2011, mais de R$ 30 bilhões. A média desse tipo de operação no governo Lula foi a metade: R$ 3,5 bilhões por ano.

Romero presidente

Líder de governo de sonho, que tira de letra abacaxis bem indigestos, e profundo conhecedor da Casa, Romero Jucá (PMDB-RR) é hoje o mais provável sucessor de Renan Calheiros na presidência do Senado.

Um desqualificado

Professores das universidades estaduais da Bahia estão parados há dois meses. Invadiram a Secretaria de Educação. Inábil e politicamente desqualificado, o governador Rui Costa não recebe os grevistas.

Pelas costas

É bom Dilma não esperar apoio do PMDB agora que Eduardo Cunha rompeu com o governo. Que espere ainda menos dos peemedebistas Geddel Vieira Lima, Osmar Terra, Moreira Franco e Leonardo Picciani.

Mundo da lua

Líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) não deve durar no cargo. Já trombou com dois senadores: Simone Tebet e Omaz Aziz. A dupla quer distância e servidores dizem que Delcídio é “líder inábil”.

Lágrimas de crocodilo

Chorar em Brasília pode ter ajudado Cristina Kirchner: o maior opositor, Mauricio Macri, ganhou as eleições para a prefeitura de Buenos Aires, com o afilhado dele. Mas a vantagem não chegou a quatro por cento.

Xodó dos investidores

Levantamento coordenado pela CNI mostra que os países da Aliança do Pacífico (Chile, Peru, Colômbia e México) receberam o maior número de projetos de investimentos de multinacionais brasileiras: 43. O Mercosul é o segundo, com 25, seguido da União Europeia, com 23.

Terra indígena

A bancada ruralista no Congresso anda irritada com o governo Dilma. Dizem que o Ministério da Justiça tenta adiar a votação da Emenda que trata da indenização por terras desapropriadas para abrigar indígenas.

Pensando bem…

… a crise comprova: não há fundo de poço que não possa afundar ainda mais.

Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

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