A inteligência artificial (IA) se tornou uma ferramenta indispensável em nosso dia a dia. Chatbots como ChatGPT ou Gemini respondem às nossas perguntas, analisam textos e geram conteúdo, mas... a que preço? Por trás dessas ferramentas está um consumo energético descomunal que está colocando o planeta em risco.
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Os alarmes soaram no mundo tecnológico e científico: a inteligência artificial (IA) pode estar consumindo uma quantidade excessiva de energia, colocando em risco a estabilidade energética do planeta. Por trás do conforto e das infinitas possibilidades oferecidas por ferramentas como ChatGPT ou Gemini, há um consumo de energia que ultrapassa em muito nossas expectativas.
Quanto consome uma simples pesquisa com IA?
Para colocar em perspectiva, uma simples pesquisa em um chatbot de IA consome dez vezes mais eletricidade do que uma pesquisa tradicional no Google. Ou seja, o equivalente a falar uma hora ao telefone. Uma quantidade que, multiplicada pelas milhões de interações realizadas diariamente nessas plataformas, representa um consumo energético colossal.
Para treinar apenas o GPT-3, o modelo de linguagem que alimenta o ChatGPT, foram necessários nada menos que 700 mil litros de água doce. Uma quantidade equivalente à produção de 370 carros BMW ou 320 veículos elétricos Tesla. Vamos imaginar a magnitude do impacto ambiental que isso gera, se extrapolarmos para a grande quantidade de modelos de IA que existem e estão em desenvolvimento.
As advertências dos especialistas
Elon Musk, o magnata da tecnologia, alertou sobre uma possível “escassez de energia” em 2025, pois a IA poderia ficar sem transformadores para atender à sua demanda insaciável. Por outro lado, a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta que os centros de dados que alimentam a IA consumirão mais de 1.000 teravatthoras em 2026. A mesma quantidade de energia consumida pelo Japão em um ano.
Além disso, organizações ambientais exigem que as empresas regulamentem o consumo de recursos naturais no desenvolvimento da IA, uma vez que o impacto ambiental dessas ferramentas está se tornando cada vez mais preocupante.
O que podemos fazer?
É hora de tomar medidas e buscar soluções para conter esse consumo energético desmedido da IA. Em dezembro deste ano, será realizada a primeira Conferência Global sobre Energia e Inteligência Artificial. Um encontro crucial para debater medidas como:
- Regular as infraestruturas tecnológicas para evitar práticas antiéticas na gestão de recursos
- Implementar tecnologias mais eficientes no desenvolvimento de IA
- Promover o uso de energias renováveis para alimentar os centros de dados
- Criar campanhas de conscientização sobre o impacto ambiental da IA
A IA é uma ferramenta poderosa que nos abre um mundo de possibilidades, mas não podemos ignorar seu impacto ambiental. É necessário encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento tecnológico e a sustentabilidade do planeta. A responsabilidade recai sobre empresas, governos e usuários para agir de forma ética e responsável.