Ciência e Tecnologia

James Webb alcançou algo histórico: registrou a galáxia mais antiga conhecida

Esta descoberta marca uma nova possibilidade de conhecer o universo quando era mais jovem

Esta imagen del MIRI (Instrumento de infrarrojo medio) del telescopio espacial James Webb de la NASA de la región de formación estelar NGC 604
Esta imagem é da MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) do Telescópio Espacial James Webb da NASA da região de formação estelar NGC 604 NASA

O Telescópio Espacial James Webb (JWST), considerado o telescópio espacial mais poderoso e avançado já construído, tem correspondido às expectativas desde o seu lançamento, fazendo descobertas sem precedentes que estão expandindo nossa compreensão do universo.

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E recentemente, o James Webb atingiu um marco verdadeiramente sem precedentes: detectou a galáxia mais antiga e distante já observada, ampliando nossa compreensão do universo primitivo. Batizada de JADES-GS-z14-0, esta galáxia existiu há 290 milhões de anos após o Big Bang, superando o recorde anterior em 30 milhões de anos.

Uma longa viagem

A luz desta galáxia levou mais de 13,5 bilhões de anos para chegar à Terra, oferecendo uma visão sem precedentes dos primórdios do universo.

As características de JADES-GS-z14-0, incluindo seu brilho e massa excepcionais, desafiam os modelos teóricos existentes sobre as primeiras galáxias. Esta descoberta demonstra a diversidade e complexidade do universo primitivo, convidando-nos a reavaliar nossa compreensão da formação e evolução galáctica.

A descoberta foi possível graças ao programa JWST Advanced Deep Extragalactic Survey (JADES) e ao uso do espectrógrafo no infravermelho NIRSpec do James Webb. Essa tecnologia permite aos astrônomos estudar galáxias formadas nas primeiras etapas do universo, lançando luz sobre o comportamento do gás, das estrelas e dos buracos negros naquela época.

O James Webb também foi fundamental para identificar a GN-z11, uma galáxia brilhante previamente detectada pelo Hubble. Essas descobertas ampliam significativamente nosso conhecimento do universo primordial e demonstram o potencial revolucionário do James Webb para a astronomia.

Localizado a 1,5 milhões de quilômetros da Terra, o James Webb continua sendo uma ferramenta inestimável para explorar os confins do universo e desvendar os mistérios de sua origem. Este marco marca um novo capítulo em nossa busca por compreender o universo e nosso lugar dentro dele.

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